Itatiaia

Apreensão recorde: PF revela valor milionário em dinheiro vivo recolhido nestas eleições

Diretor-geral da Polícia Federal detalha apreensões milionárias em dinheiro vivo, operações contra o crime organizado no pleito e a abertura de mais de 1,2 mil inquéritos neste ano

Por
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF).
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF) • AGIF via AFP

Andrei Augusto Passos Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF), revelou o balanço mais recente de crimes eleitorais  praticados durante as Eleições 2026 em coletiva de imprensa neste domingo (4). Segundo ele, houve uma apreensão recorde, sendo R$ 30 milhões em dinheiro vivo, quantia que teria vínculo com o processo eleitoral.

Sobre os trabalhos da PF, que também incluem a segurança dos candidatos à Presidência da República, do processo eleitoral e a prevenção para que o crime organizado e as milícias não se infiltrem no processo, ele explicou: "Esse é um esforço que temos feito ao longo não só deste ano, mas também nos anos anteriores".

Em seguida, ele falou sobre as ocorrências. "A título de ilustração, só este ano, a Polícia Federal instaurou 1.292 inquéritos policiais, e temos mais de 2.200 inquéritos policiais que versam sobre crimes eleitorais. Também neste ano fizemos 62 operações policiais que envolvem crimes eleitorais", disse.

Balanço deste domingo

"Só no dia de hoje, por exemplo, fizemos uma operação em Roraima com apreensão de mais de R$ 300 mil em dinheiro. Só hoje já foram mais de R$ 357 mil que a Polícia Federal apreendeu em dinheiro vivo, e aquilo tudo nos indica — e a apuração é o que dirá — que existe vinculação com o processo eleitoral", pontuou Andrei.

Além disso, conforme ele, houve uma apreensão recorde em dinheiro relacionado a crimes eleitorais neste ano. "Foram mais de R$ 30 milhões que nós apreendemos em dinheiro vivo e mais de R$ 45 milhões se contarmos outros bens", declarou.

Violência política de gênero

"Outro dado importante: nós temos 97 inquéritos policiais que versam sobre violência política de gênero, onde a Polícia Federal também tem feito a sua atuação coordenada", destacou o diretor-geral da PF.

Os trabalhos são realizados de forma integrada. "Ninguém faz nada sozinho e aqui acho que é um belo exemplo dessa integração, onde nós estamos sob a coordenação do Ministério da Justiça, atuando com as nossas coirmãs federais, a Polícia Rodoviária, a Polícia Penal Federal, mas também com todas as polícias estaduais, que estão aqui, inclusive, representadas e que permitem que a gente trabalhe de maneira harmoniosa e com bons resultados".

Policiais estrangeiros

A ação conta, ainda, com policiais de Angola, fruto de um acordo de cooperação que a Polícia Federal estabeleceu. "Estão aqui como observadores do processo eleitoral para levar essa experiência brasileira para o seu país e também qualificar o seu processo eleitoral", destacou Andrei.

Por

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.

 

 

Belo Horizonte