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Após polêmica com 'Exército do Lula', Janones agradece Nunes Marques: 'Agiu como se espera'

Deputado federal reeleito em Minas Gerais, André Janones disse que manifesta sua indignação com argumentos 'técnicos'; canal no WhatsApp voltou a funcionar nesta quinta-feira (15)

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O deputado federal André Janones (Rede-MG)
O deputado federal André Janones (Rede-MG) • Najara Araujo/Câmara dos Deputados

O deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), criador do canal do WhatsApp ‘Exército do Lula’, agradeceu a atuação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, na ação que questionava a legalidade do grupo na Justiça. Em uma publicação nas redes sociais, nesta quinta-feira (15), o parlamentar mineiro disse que o magistrado está agindo dentro do esperado pelo cargo que ocupa.

Janones revelou que teve uma reunião com o magistrado na tarde dessa quarta-feira (14), afirmando que teve um atendimento “extremamente cortez e republicano”. “O ministro agiu exatamente como se espera de um ministro que compõem a mais alta corte do país. Ouviu os meus argumentos e disse que se manifestaria nos autos ( que onde um juíz deve se manifestar mesmo)”, escreveu.

O deputado mineiro ainda afirmou que não jogaria “lenha na fogueira” para atacar o ministro, apesar de discordar das suas decisões. Ele disse que, nesse caso, prefere manifestar sua indignação com “argumentos técnicos”. “Julgadores não são políticos, e não tem o espaço para se defender que nós políticos temos”, emendou.

“Um ministro deve respeitar a liturgia do cargo, se mantendo à margem do debate político e atacar alguém que não tem as mesmas armas pra se defender é o maior exemplo de covardia. Não seremos um Bolsonarismo com sinal trocado. Eles passaram 8 anos atacando o STF e jogando o povo contra a justiça, porque eles sabem que enfraquecer as nossas instituições é parte essencial do projeto fascista em curso”, completou Janones.

Nos últimos dias, o canal esteve no centro de um embate entre a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pediu a derrubada na Justiça Eleitoral alegando a disseminação de notícias falsas e questionando a regularidade do grupo.

Nunes Marques chegou a proferir uma liminar que derrubava o canal, mas ele foi restabelecido pelo corregedor-geral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas, após um relatório da área técnica não identificar as postagens sinalizadas pela campanha de Flávio como falsas. Posteriormente, o presidente da Corte eleitoral derrubou novamente o grupo, condicionando a liberação ao registro como meio de comunicação oficial da campanha de Lula.

Segundo Nunes Marques, o canal funcionaria como uma coordenação da campanha petista, sendo “incontroverso” a atuação de Janones, o que tornaria o registro no TSE obrigatório. O magistrado também determinou que a Meta adote medidas de acompanhamento “proativo” das publicações no canal e dos demais canais públicos de grande alcance indicados pelas campanhas. O canal voltou a funcionar nesta quinta-feira (15).

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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