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Após críticas de Erika Hilton, PSOL diz que deputada terá maior verba da sigla

O partido afirma que grande parte dos recursos do Fundo Eleitoral será distribuído para candidatas mulheres, LGBTQIAPN+, negras, pessoas com deficiência e indígenas

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Juliano Medeiros, presidente da federação PSOL-Rede, e Erika Hilton, deputada federal pelo PSOL-SP. • Paulo Pinto e Marcelo Camargo / Agência Brasil.

Após a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) ir às redes sociais na última terça-feira (23) para criticar a direção do próprio partido, o presidente da Federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, publicou, nesta quarta-feira (24), uma nota na qual classificou o episódio como um diálogo "fraterno".

Na mensagem, também divulgada nas redes sociais, o presidente da federação, que é pré-candidato à Câmara dos Deputados, afirmou que o PSOL "manteve os critérios de distribuição do Fundo Eleitoral", com a maior parte dos recursos destinada a "mulheres, LGBTQIAPN+, negros, pessoas com deficiência e indígenas".

Segundo Medeiros, a deputada, apesar das reivindicações apresentadas, receberá o maior valor de campanha entre todos os candidatos do país: cerca de R$ 2,3 milhões. "Ela cumpre um papel fundamental na disputa política do Brasil e será uma grande puxadora de votos. É muito importante que o PSOL esteja reconhecendo isso, colocando a sua candidatura como prioridade", escreveu.

Medeiros ainda afirmou que, além de puxadora de votos, Erika é uma "candidata com reeleição assegurada".

Entenda o caso

Na última terça-feira, a deputada usou sua conta no X, antigo Twitter, para criticar publicamente a direção nacional do PSOL, acusando a sigla de privilegiar candidaturas de pessoas brancas e cisgênero na distribuição de recursos eleitorais para as eleições de 2026.

A parlamentar questionou a previsão de recursos para outras pré-candidaturas, citando nomes como o da pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Manuela D'Ávila, que se filiou recentemente à legenda. Segundo Erika, Manuela receberia mais que o dobro dos recursos destinados à sua campanha.

A deputada também mencionou diretamente Juliano Medeiros, que, apesar de ser um candidato de "primeira viagem", receberia o mesmo valor que ela.

Medeiros desmentiu a informação. Na publicação, afirmou que, "como já é tradicional" no PSOL, os maiores repasses serão destinados aos candidatos responsáveis pela manutenção da bancada do partido. "Ou seja, atuais deputados ou pessoas apoiadas por aqueles que não serão candidatos. É o caso de Ivan Valente e Guilherme Boulos, que apoiarão a minha candidatura e a de Natalia Boulos", escreveu o presidente da federação.

Na publicação, Erika acusou diretamente a direção nacional do PSOL de desmontar uma política interna de inclusão que, segundo ela, garantia critérios de distribuição de recursos com ajustes por raça, gênero e deficiência. Por ser uma parlamentar negra e travesti, além de já ter recebido ameaças, a deputada argumentou que precisará de uma estrutura maior para realizar a campanha eleitoral em São Paulo, incluindo gastos com logística e segurança. "O PSOL precisa cumprir os acordos que fez conosco. E não está cumprindo. Está rasgando nossos combinados e praticamente nos inviabilizando", escreveu.

Em nota divulgada também na terça-feira, a direção nacional do PSOL afirmou empenhar "toda sua energia" para "derrotar a extrema-direita nas eleições de outubro, ampliar sua bancada de deputados federais e estaduais, conquistar cadeiras no Senado e reeleger Lula presidente da República".

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.