Abstenção no segundo turno presidencial cai de 21% para 19%
Pelo menos 3 milhões de pessoas que não haviam votado no primeiro turno foram às urnas neste domingo (25); pleito terminou com a virada histórica do atual presidente Lula (PT) que conquista o 4° mandato

O número de pessoas que não foram votar reduziu em cerca de 3% do primeiro para o segundo turno das eleições presidenciais. O pleito deste domingo (25) terminou com a virada histórica do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que conquista o 4° mandato. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, o número de abstenções caiu de 21% para 19%. Lula (PT) obteve 64.172.678 votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 59.790.616 votos.
Já no primeiro turno das eleições, Flávio Bolsonaro havia assumido a primeira colocação com 56.104.268 votos, ou 47,03% dos válidos. O presidente Lula, por sua vez, obteve 53.876.617 votos (45,16%). A diferença entre os dois candidatos foi de pouco mais de 2,2 milhões, a menor entre adversários desde que o país voltou a ter eleições livres para presidente em 1989.
O balanço oficial da Justiça Eleitoral neste domingo (25) contabilizou 123.963.294 votos válidos. O votos brancos somaram 1.429.295 (1,12%) e nulos atingiram 2.721.088 (2,12%) com uma redução em relação ao primeiro turno. O movimento foi principalmente impulsionado pela mobilização dos eleitores no segundo turno, tanto nas ruas quanto nas redes, que ajudou a levar o petista novamente ao Palácio do Planalto.
A decisão eleitoral acontece em meio à eclosão de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou o prazo para o fim da votação para 19h, ante o prazo oficial de 17h. A medida causou tumulto em ambos os campos ideológicos, mesmo que tenha tido pouco efeito prático na votação.
Na eleição presidencial mais acirrada desde 1989, os dois candidatos fizeram múltiplos ataques em rede de rádio e televisão, enquanto a militância se organizou, de ambos os lados, para tentar catapultar os presidenciáveis ao Palácio do Planalto.
Destaque especial para a mobilização à esquerda, marcada pela atuação do deputado federal mineiro André Janones (Rede), que comandou o "Exército de Lula", canal no WhatsApp com mais de 10 milhões de inscritos no segundo turno.
À direita, viu-se multiplicar o "Bloquinho 22", promovido pelo deputado federal por Minas Gerais Nikolas Ferreira (PL), que povoou diversas cidades em todo o Brasil para tentar consolidar a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Manifestações de rua maciças, tanto de Luiz Inácio Lula da Silva, quanto de Flávio Bolsonaro, também marcaram o período eleitoral.
Os dois debates presidenciais tiveram tons – e estratégias – completamente diferentes. Enquanto o primeiro, da Band, foi marcado pelo baixo nível de discussão e ataques diretos, o segundo, da Globo, viu um esforço dos candidatos de tentarem se mostrar mais palatáveis ao público, focando nos indecisos.
As pesquisas de opinião marcaram, durante quase toda a campanha para o segundo turno, placar apertado, muitas vezes com empate técnico entre os dois candidatos, quase sempre com Flávio Bolsonaro com vantagem numérica.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.




