Gabriel Azevedo promete 'colocar abaixo' o complexo da Lagoinha
Candidato do MDB à Prefeitura de Belo Horizonte fala em adotar modelo do Rio de Janeiro para revitalizar a região

O candidato à Prefeitura de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB) prometeu uma revitalização completa na região entre os bairros Bonfim e Lagoinha durante agenda na Casa Rosa do Bonfim, polo cultural da cidade.
Acompanhado de seu vice, Paulo Brant (PSB), ele disse que quer usar um modelo semelhante ao adotado na Lapa, no Rio de Janeiro, e “colocar abaixo” o Complexo da Lagoinha.
“Nós queremos, ao molde do Rio de Janeiro, colocar abaixo o complexo da Lagoinha. Ou seja, substituir os viadutos e aquele emaranhado de asfalto por túneis subterrâneos e a criação de um parque que vai por cima. E no entorno disso, uma requalificação com ambientes residenciais e um acesso de Bonfim, Lagoinha, Colégio Batista, direto para o centro com muita mobilidade ativa”, afirmou.
Gabriel ainda defendeu, durante encontro com integrantes do movimento Lagoinha Viva, a criação de um plano diretor específico para a região. Ele ainda apresentou projetos para estimular o comércio e a segurança no local. O candidato assume que a proposta é ousada.
“É sim uma proposta ousada porque as cidades que estão evoluindo e avançando estão fazendo justamente isso. Não dá para essa parte aqui de Belo Horizonte ficar apartada do centro. Nós precisamos conectar porque foi na Lagoinha que Belo Horizonte nasceu. E é aqui também que essa cidade vai renascer".
Saúde e empreendedorismo
A saúde foi outro tema abordado pelos moradores no encontro. Gabriel defendeu o aprimoramento da telemedicina para aliviar as filas das upas. O assunto surgiu em uma pergunta sobre os planos para o Hospital Odilon Behrens. Segundo ele, grande parte das pessoas está no local com sintomas que podem ser resolvidos sem sair de casa.
“Outro problema é a grande fila de cirurgias eletivas. A solução é parceria com a rede privada e mutirão noturno”, disse aos moradores.
O candidato também criticou o modelo atual adotado pela prefeitura para quem quer empreender na cidade.
“O processo de licenciamento é uma questão de meses, a regra não está clara na legislação, fica a depender da interpretação de agentes públicos. Isso é sempre muito ruim para quem vai empreender. Tem que estar tudo muito claro no papel e ter um prazo determinado de 30 dias, de 45 dias. Se a licença não for cumprida, se a Prefeitura não fizer a parte dela, já começa a funcionar de pronto. Porque não dá para quem tira o dinheiro do bolso e começa o negócio ficar dependendo do papel na mesa de algum funcionário público”, afirmou.
Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.


