O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o empresário Paulo Figueiredo se reuniram nesta quarta-feira (16), em Washington, com integrantes da equipe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender a aplicação de sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O encontro aconteceu um dia após a sessão do STF que analisou questões relacionadas ao relatório da Polícia Federal no âmbito do Caso Master.
Segundo Paulo Figueiredo, a principal reivindicação apresentada ao governo norte-americano foi a retomada das sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. Ele afirmou que Moraes continua enquadrado nos critérios da Lei Global Magnitsky e, por isso, deveria voltar à lista de pessoas sancionadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão ligado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Além de Moraes, Eduardo Bolsonaro e Figueiredo defenderam que os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes também sejam alvo de sanções. De acordo com o empresário, há elementos que, na avaliação do grupo, justificariam medidas semelhantes contra os dois magistrados.
Crise institucional e segurança pública
Durante a reunião, os participantes também discutiram a crise institucional brasileira e o combate ao crime organizado.
Paulo Figueiredo citou recentes críticas feitas por Donald Trump à atuação do governo brasileiro no enfrentamento de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Segundo ele, o tema foi tratado como uma das preocupações do governo norte-americano.
Ao fim do encontro, Figueiredo afirmou estar otimista com possíveis desdobramentos nas próximas semanas envolvendo a relação entre os Estados Unidos e o Brasil, sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas.