Mudança na liderança do PT busca descomprimir relação com Hugo Motta
Saída de Lindbergh e chegada de Pedro Uczai no dia 2 de fevereiro, mostra aposta em um novo cálculo político em ano eleitoral

A saída de Lindbergh Farias da liderança do PT na Câmara dos Deputados marca mais do que uma troca de nomes no colégio de líderes. Nos bastidores, a mudança é lida como um ajuste fino do partido para atravessar o ano eleitoral de 2026 com menos atritos internos e maior previsibilidade na relação com a Presidência da Casa.
Lindbergh deixa o posto após um ano de embates frequentes com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em 2025, o petista foi um dos principais críticos da condução da Casa e protagonizou confrontos públicos que chegaram a gerar ruídos na relação institucional entre o PT e o comando da Câmara. Apesar de aliados afirmarem que o diálogo foi recomposto, a avaliação interna é de que o desgaste já estava dado.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



