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‘Fomos roubados’, diz Moraes sobre pênalti marcado contra o Corinthians

Ministro do STF, torcedor declarado do clube, fez comentário durante sessão de julgamento da Corte

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Cada senador terá dez minutos para formular seus questionamentos, e Moraes terá o mesmo tempo para responder
Alexandre de Moraes, ministro do STF • Moraes foi indicado para a vaga deixada pelo ministro Teori (Fabio Pozzebom/AB)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (2) que o Corinthians foi “roubado” no empate contra o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro.

A declaração foi feita em tom de brincadeira durante o julgamento sobre o vínculo de trabalho entre motoristas e entregadores de aplicativos digitais.

Na partida realizada na quarta-feira (1º), o árbitro marcou um pênalti polêmico no final do jogo que foi convertido pelo Inter. Com isso, o time do garantiu o empate em 1 a 1. Torcedor do Corinthians, Moraes comentou:

Após isso Moraes pediu a palavra e falou sobre os taxistas e a regulação do setor, ressaltando que a organização feita pelo governo nos casos dos taxis não caracteriza vínculo empregatício.

“Sempre que há jogo na Neo Química Arena, é um clássico, independentemente do adversário. (...) Quando há o jogo, apesar de na Arena ter trem e metrô, a prefeitura se organiza e autoriza taxistas de outros pontos a ficarem lá. O fato dessa organização não caracteriza relação de trabalho”, complementou o ministro.

Julgamento sobre uberização

O STF começou na quarta-feira (1°) o julgamento que discute o reconhecimento de vínculo trabalhista entre motoristas, entregadores e plataformas digitais, que ficou conhecida como “uberização”.

A Corte analisa dois processos: uma ação da Rappi Brasil, que questiona decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram vínculo com um entregador.

O segundo é um recurso da Uber Brasil, contra decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que entendeu haver relação de emprego com um motorista. Segundo a plataforma, se a interpretação do TST prevalecer poderá comprometer as operações da empresa no Brasil.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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