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Filipe Martins é preso por ordem de Moraes após descumprir restrições do STF

Ministro diz que ex-assessor violou proibição de usar redes sociais; defesa nega irregularidade e fala em acesso técnico

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Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, foi condenado pela tentativa de golpe de Estado • Divulgação

O ex-assessor especial da Presidência na gestão Bolsonaro, Filipe Martins, foi preso nesta sexta-feira (2) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem foi cumprida pela Polícia Federal após o magistrado concluir que Martins descumpriu medidas cautelares impostas pela Corte.

A decisão foi tomada no âmbito da Ação Penal que investiga a atuação do núcleo político da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Por que ele foi preso?

No dia 26 de dezembro, Moraes havia substituído a prisão preventiva por prisão domiciliar, acompanhada de uma série de restrições. Entre elas, a proibição expressa de uso de redes sociais, próprias ou por intermédio de terceiros.

Três dias depois, foi apresentada ao Tribunal uma informação de que Filipe Martins teria utilizado o LinkedIn para buscar perfis de terceiros. Diante da notícia, a defesa foi intimada a se manifestar em até 24 horas.

O ministro também ressaltou que a possibilidade de nova prisão já estava prevista. “O descumprimento das regras da prisão domiciliar ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e na decretação imediata da prisão preventiva”, escreveu.

O que diz a defesa

Os advogados de Filipe Martins negam que ele tenha utilizado redes sociais de forma comunicacional. Segundo a defesa, as contas digitais estão sob custódia dos advogados desde fevereiro de 2024, sendo acessadas apenas para fins técnicos, como preservação de provas e organização de informações relevantes ao processo.

Eles afirmam que Martins não fez postagens, não interagiu com terceiros nem enviou mensagens. Também sustentam que o LinkedIn é uma plataforma de perfil profissional e que o episódio pode estar relacionado a registros automáticos da própria plataforma, sem ato voluntário do réu.

Os argumentos, no entanto, foram rejeitados pelo relator, que considerou configurado o descumprimento da cautelar.

Condenação no STF

Filipe Martins foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão, além do pagamento solidário de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

A condenação se refere à participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Martins foi considerado integrante de uma organização que tentou impedir a posse do presidente eleito e romper a ordem democrática.

O acórdão da condenação ainda não foi publicado, e o processo segue em tramitação no Supremo Tribunal Federal.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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