Após morte de Juliana Marins na Indonésia, Lula muda regra sobre traslado de corpos
Mudança autoriza o Itamaraty a custear o traslado de corpos, mas apenas casos excepcionais

O governo federal publicou nesta sexta-feira (27) um decreto que autoriza, em caráter excepcional, o uso de recursos públicos para o traslado de corpos de brasileiros que morrem no exterior. A medida, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi editada após a repercussão da morte da publicitária Juliana Marins, que caiu em um vulcão durante uma trilha na Indonésia.
Com a mudança, o Ministério das Relações Exteriores poderá arcar com os custos do traslado se todos os seguintes critérios forem atendidos:
- a família comprovar incapacidade financeira para pagar o transporte;
- não houver seguro contratado ou cláusula contratual de trabalho que cubra as despesas;
- o falecimento ocorrer em circunstâncias que causem comoção pública;
- e houver disponibilidade orçamentária e financeira por parte do governo.
O detalhamento dos procedimentos será regulamentado por um ato próprio do ministro das Relações Exteriores.
Na quinta-feira (26), Lula havia telefonado para Manoel Marins, pai de Juliana, e prometido que o governo prestaria todo o apoio necessário, incluindo o traslado. “Conversei com o pai de Juliana para prestar minha solidariedade. Informei a ele que determinei ao Itamaraty que preste todo o apoio à família”, escreveu o presidente em sua conta no X (antigo Twitter).
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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio




