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Defesa de Bolsonaro faz novo pedido ao STF por prisão domiciliar

Advogados alegam que quadro de saúde do ex-presidente pode ser agravado com manutenção da prisão em regime fechado

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Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro • Valter Campanato/Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta quarta-feira (31) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido para que ele vá para prisão domiciliar.

Segundo os advogados, as condições de saúde do ex-chefe do Executivo podem ser agravadas se ele seguir cumprindo a pena por tentativa de golpe de Estado em regime fechado.

Bolsonaro está internado desde a última quarta-feira (24) no hospital DF Star, em Brasília, onde passou por procedimentos para corrigir uma hérnia na virilha e também conter o quadro de soluços recorrentes.

A previsão é que ele receba alta hospitalar na manhã desta quinta (1º) e retorne à Superintendência da Polícia Federal, onde está preso.

Por essa razão, a defesa diz ter apresentado o pedido antes mesmo da liberação médica para evitar que ele retorne ao prédio da corporação, "em condições clínicas claramente incompatíveis com a rotina carcerária, os deslocamentos e as limitações estruturais inerentes a tal ambiente".

"A permanência desse paciente em estabelecimento prisional, tão logo obtenha alta hospitalar, submeter-lhe-ia a risco concreto de agravamento súbito do estado de saúde, o que não encontra amparo nos princípios da dignidade da pessoa humana, da humanidade da pena e do direito fundamental à saúde", argumentam os advogados.

A defesa menciona ainda que a prisão domiciliar humanitária foi concedida ao ex-presidente Fernando Collor em situação semelhante e que o pós-operatório requer condições especiais para o cuidado do paciente.

"A prisão domiciliar humanitária configura medida necessária e proporcional quando demonstrada a incompatibilidade concreta entre o estado clínico do apenado e as condições materiais do sistema prisional, especialmente diante de patologias crônicas e de manejo contínuo", sustentam.

Agora, cabe ao ministro Alexandre de Moraes analisar o pedido. O magistrado, no entanto, já negou outras duas solicitações de prisão domiciliar, apresentadas em 22 de novembro e 19 de dezembro.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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