'Dani Marques é uma pessoa que eu gostaria muito que fosse minha vice', afirma Flávio
Pela primeira vez, o candidato à presidência cita o nome da ex-presidente da Caixa Econômica como possibilidade para compor sua chapa; Daniella Marques é coordenadora do plano de governo do senador

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) revelou, pela primeira vez, sua preferência para a vaga de vice na chapa: a ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Daniella Marques. A declaração foi feita nesta terça-feira (4), durante a sabatina promovida por O Antagonista em parceria com o G4 Business.
“É público que a Dani Marques, que está na plateia, é uma pessoa que eu gostaria muito que fosse minha vice. É a primeira vez que eu falo isso abertamente”, afirmou.
Apesar da manifestação, o senador evitou cravar a escolha e destacou que ainda há prazo para definir o nome. A chapa poderá ser registrada na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Mesmo com a posição de neutralidade adotada pelo Republicanos na disputa presidencial de 2026, Flávio afirmou que lideranças da legenda deverão apoiá-lo. Entre os nomes citados estão a senadora Damares Alves (DF), o senador Cleitinho (MG) e Tarcísio de Freitas, candidato ao governo de São Paulo.
“Tarcísio [de Freitas] é um cara que vai estar comigo, independentemente de o Republicanos vir ou não. O Cleitinho, em Minas Gerais, da mesma forma. Falei com ele mais cedo. (...) A Damares [Alves], que é outro quadro do Republicanos, a Dani Marques, que está aí. Você tem a Tereza Cristina”, disse.
Flávio Bolsonaro tende a escolher uma mulher para compor a chapa. A estratégia repete a adotada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, diante da elevada rejeição entre o eleitorado feminino. As mulheres representam cerca de 52% dos eleitores brasileiros.
Nos bastidores, as negociações para a composição da chapa continuam com o Republicanos. Daniella Marques já integra a campanha de Flávio como coordenadora do plano de governo. Em entrevista à Itatiaia, ela afirmou que não descarta disputar a vice-presidência, mas ressaltou que a decisão dependerá de um entendimento entre os partidos.
Mesmo que não seja escolhida para a vaga, Daniella disse que continuará colaborando com a campanha. Ela também citou outros nomes que podem integrar a chapa, entre eles a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP).
“Existe uma construção partidária. Hoje mesmo eu estava com Bolsonaro e o Rogério Marinho, e eles vão até o dia 5 continuar essas conversas. A conversa partidária antecede a definição dos nomes. Independentemente disso, assim como a Tereza Cristina e outros quadros próximos dele, a gente vai estar disposto a ajudar e contribuir”, afirmou.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



