Governador do Pará diz que espera Trump com tacacá na COP 30 após críticas à avenida
Presidente dos EUA criticou construção da avenida Liberdade na Região Metropolitana de Belém; COP 30 começou nesta segunda-feira (10) sem a presença de Trump

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticar a construção da Avenida Liberdade, na Região Metropolitana de Belém, no Pará, o governador do estado, Helder Barbalho, convidou o mandatário americano para a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30) e disse que o espera com um tacacá.
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Ainda na mensagem, o governador do Pará disse que Trump “poderia celebrar a redução histórica no desmatamento da Amazônia - com destaque para o estado do Pará, que obteve o seu melhor resultado", escreveu. “Ou, no mínimo, seguir o exemplo do Governo do Brasil e investir mais de US$ 1 bilhão para salvar florestas no mundo”, continuou.
Por fim, Barbalho disse para Trump que “ainda dá tempo de passar na COP 30.” E finalizou: “esperamos você com um tacacá. É melhor agir do que postar.” Fontes do governo do Pará ouvidas pela CNN Brasil disseram que a rodovia pode ser considerada “verde” por ter cumprido toda a legislação ambiental.
Uma nota oficial divulgada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra) reforça essa ideia. De acordo com o comunicado, “o projeto da Avenida Liberdade segue um linhão de energia, onde a vegetação já havia sido suprimida, reduzindo o tempo de deslocamento e evitando a emissão de 17,7 mil toneladas de CO₂ por ano”.
Avenida Liberdade
Com cerca de 14 km, a Avenida Liberdade liga Belém a outros cinco municípios da região Metropolitana, em um curso paralelo à BR-116. O empreendimento teve como principal objetivo justamente desafogar o trânsito na rodovia.
Documentos públicos com projetos referentes a rodovia datam de 2020, ou seja, anterior à decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) de realizar o evento em Belém. À CNN, autoridades do Pará disseram que a avenida, por seguir o trajeto de um linhão de transmissão de energia, dispensou o desmatamento de área nativa.
A informação é de que cerca de 20% do percurso foi desmatado, mas se tratava de vegetação secundária e já antropizada. O termo é utilizado para designar áreas previamente alteradas por atividade humana.
(Sob supervisão de Edu Oliveira)
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo



