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Comandante do Exército é chamado de 'cagão' por militares que apoiavam golpe

Em conversas obtidas pela PF, Braga Netto e Ailton Barros acusam o chefe das forças armadas, general Freire Gomes, de não apoiar o plano de manter Jair Bolsonaro no poder

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General Braga Netto foi candidato a vice-presiência em 2022 na chapa de Bolsonaro • Marcos Correa/PR

Mensagens obtidas pela Polícia Federal do celular do ex-major do Exército Ailton Barros revelam que Walter Braga Netto, general e candidato a vice-presidente em 2022, ordenou que fosse feita uma pressão sobre Marco Antônio Freire Gomes, general do Exército e então chefe das Forças Armadas, para que ele também aderisse ao plano de invalidar o resultado da eleição presidencial e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

Segundo as conversas, Ailton encaminhou uma mensagem: "Infelizmente tenho que dizer que a culpa pelo que está acontecendo e acontecerá e do Gen. Freire Gomes. Omissão e indecisão não cabem a um combatente". Braga Netto então respondeu: "Oferece a cabeça dele. Cagão”, disse Braga Netto.

As mensagens são de dezembro de 2022, antes de Lula assumir o poder. Nesse período, segundo a Polícia Federal, Bolsonaro, generais do exército e aliados estariam preparando uma suposta tentativa de golpe de estado que, por motivos não revelados, não foram levados adiante.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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