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Coligação de Lula pede ao TSE que Flávio Bolsonaro, PL e aliados removam vídeos sobre ato na Paulista

Petição ao TSE diz que vídeos associaram manifestantes da Paulista a drogas, vandalismo e terrorismo sem comprovação e cita trecho publicado antes do ato; liminar ainda não foi analisada pelo tribunal

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Coligação de Lula pede ao TSE que Flávio Bolsonaro, PL e aliados removam vídeos sobre ato na Paulista
Coligação de Lula pede ao TSE que Flávio Bolsonaro, PL e aliados removam vídeos sobre ato na Paulista • Reprodução/Redes Sociais

A Coligação "Brasil Pronto Pra Mais", que reúne PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede, ajuizou nesta segunda-feira (12) uma representação por propaganda eleitoral irregular no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento contesta vídeos publicados por parlamentares e perfis aliados do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) ,sobre a Marcha pela Democracia, realizada no domingo (11), na Avenida Paulista. 

A ação mira seis alvos, além do próprio candidato: o deputado federal Rony Gabriel (Podemos-RS), o Diretório Nacional do PL, o influenciador Pablo Marçal, o vereador paulistano Lucas Pavanato, o deputado federal Nikolas Ferreira e, indiretamente, perfis ainda a identificar. A coligação pede que o TSE oficie a Meta e o X para identificar os responsáveis pelas contas.

O principal conteúdo contestado pela campanha petista é de Rony Gabriel, publicado no Instagram, no X e no Threads. Na gravação, o deputado aponta uma bandeira que classifica como de "movimento terrorista", chama parte dos presentes de "galerinha maconheira" e faz gestos que, segundo a petição, aludem ao uso de maconha e cocaína. Também diz que manifestantes "quebram tudo" e "depredam patrimônio público". 

A petição cita ainda um vídeo de Lucas Pavanato, legendado "O PT vandalizou SP. Esse vídeo precisa rodar", em que ele fala em estação de metrô "vandalizada" e chama manifestantes de "vagabundos" e "gente burra". Para a coligação, o conteúdo é "substancialmente idêntico". Os advogados listam ainda publicações de Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal, Nikolas Ferreira e da conta nacional do PL no X que replicaram ou compartilharam o material.

O ponto central da ação é a alegação de que parte do material não é do ato da Paulista. De acordo com a petição, um trecho do vídeo de Rony Gabriel foi publicado originalmente no dia 10 de outubro, um dia antes da manifestação, pelo perfil @multapor100, no X, em postagem traduzida do espanhol e atribuída ao Chile. 

Os advogados argumentam que o erro das publicações está  em atribuir, "de forma generalizada", comportamentos criminosos a todo o ato, a partir de "cenas pontuais". 

A coligação pede que os representados removam o conteúdo em até 24 horas, em dezenas de endereços eletrônicos listados, e se abstenham de republicá-lo ou de divulgar material equivalente. Se a ordem for descumprida, pede que as plataformas sejam oficiadas para retirar as publicações.

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Jornalista pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e pós-graduanda em política e relações internacionais na FAAP, atua na cobertura de Congresso Nacional e Judiciário na Itatiaia em Brasília. Ilustradora, também faz reportagens especiais de jornalismo em quadrinhos. Com passagens por CNN Brasil, SBT News, SBT Brasil e Correio Braziliense.

 

 

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