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Colapso em mina de AL pode ocorrer a qualquer momento; governo enviou ajuda

O senador alagoano Rodrigo Cunha afirmou, no Planalto, que Geraldo Alckmin se comprometeu com suporte financeiro para desalojados. Ministro Renan Filho lidera comitiva em Maceió

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Senador Rodrigo Cunha no Planalto
Senador Rodrigo Cunha no Planalto • Bessie Cavalcanti | Itatatiaia

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, se reuniu nesta sexta-feira (1) com o senador alagoano Rodrigo Cunha (Podemos-AL) para discutir medidas de suporte para Maceió diante do iminente colapso de uma mina operada pela Braskem na cidade. De acordo com a Defesa Civil de Maceió, a área onde fica a mina se movimenta 50 cm por dia. Foi emitido um alerta máximo para o desabamento, que pode acontecer a qualquer momento.

Segundo o senador Rodrigo Cunha, o presidente em exercício garantiu que haverá suporte emergencial à capital de Alagoas, mas não especificou a quantia que seria necessária para ajudar financeiramente a cidade. Para o senador, a prioridade é garantir a realocação de 20 mil pessoas que foram desalojadas pelo perigo iminente de colapso da região. "Mais de 5 mil pessoas (nas últimas horas) foram obrigadas a sair de suas casas de uma hora para outra [...] o objetivo é construir novas residências para buscar trazer essas pessoas e voltar a uma certa normalidade", afirmou. O senador mencionou que técnicos enviados pelo Governo Federal já estão em Alagoas para dar suporte e que uma das preocupações do estado é com com pescadores artesanais, tendo em vista que um desastre ambiental na região prejudicaria de maneira "incalculável' o local, sobretudo, para quem vive dessa atividade na região.

O ministro dos Transportes, Renan Filho (ex-governador de Alagoas), está em Maceió. Em uma entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que as áreas afetadas foram desocupadas nos últimos anos em virtude dos riscos decorrentes da atividade da mineração. No total, segundo o ministro, são 35 minas no entorno da cidade de Maceió. "O que nós estamos trabalhando aqui, nesse momento, é para que não haja perda de vidas humanas" [..] a exploração de minério aqui ocorre a 1.200 metros, em média, de profundidade. É uma coisa muito complexa de ser avaliada e é um desastre raro em áreas urbanas", disse.

O ministro mencionou ainda que muitas indenizações são questionadas na Justiça por moradores que se sentiram prejudicados ao ter que deixar a região. "O próprio valor de alguns imóveis são discutidos. As pessoas que moram na margem reclamam de ter perdido qualidade de vida por falta de comércio e estabelecimentos educacionais e de saúde".

Nesse momento, o ministro lembrou que a empresa Braskem precisa ser responsabilizada. A prefeitura de Maceió (AL) decretou situação de emergência por 180 dias por causa do risco de colapso da mina de exploração de sal-gema. As minas da Braskem estavam fechadas desde 2019, quando o Serviço Geológico Brasileiro confirmou o afundamento do solo na região por causa da atividade de mineração.

Em nota, a empresa disse que tem contribuído com as autoridades e tomado as medidas cabíveis para minimizar impactos possíveis.