CFM informa ao STF que anulou sindicância sobre atendimento médico a Bolsonaro
Conselho diz ter cumprido ordem de Alexandre de Moraes e pede cancelamento de depoimento à PF

O Conselho Federal de Medicina informou ao Supremo Tribunal Federal que anulou a sindicância aberta para apurar a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro enquanto ele estava sob custódia da Polícia Federal. A comunicação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.
A anulação ocorre após determinação judicial expedida na última terça-feira (6), quando Moraes avaliou que a abertura do procedimento poderia configurar desvio de finalidade por parte do conselho. Na mesma decisão, o ministro também ordenou que a Polícia Federal tomasse o depoimento do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, no prazo de dez dias.
A controvérsia teve início após Bolsonaro sofrer uma queda dentro da cela, bater a cabeça e a defesa pedir a transferência imediata para um hospital. Inicialmente, Moraes negou o pedido, com base em avaliação da equipe médica da PF, o que gerou reação de parlamentares da oposição e pedidos de apuração no CFM.
No dia seguinte, após a apresentação de novos laudos médicos, Bolsonaro foi levado ao hospital para a realização de exames e retornou à custódia no mesmo dia. Até o momento, não há registro de agravamento de seu estado de saúde em decorrência do episódio.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



