Caso Moraes: ministro usou o TSE para levantar ficha de contratado para fazer obra em sua casa
Segundo revelado pela Folha de S.Paulo, entre os dados acessados estavam informações como endereço, telefone, filiação e histórico criminal do prestador de serviço

A 'Folha de S.Paulo' divulgou mais uma parte da série de reportagens que apontam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes usou órgão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de forma não oficial.
O jornal revelou, nesta sexta-feira (16), que Wellington Macedo, um policial militar designado para o gabinete de Alexandre de Moraes no Supremo, usou o órgão de combate à desinformação do TSE para obter informações sigilosas sobre uma pessoa envolvida na realização de uma obra na residência do ministro.
A função do TSE é averiguar questões de propaganda eleitoral e que, portanto, não incluiu a atuação da estrutura do órgão para fins de proteção do ministro do STF que, à época, presidia a Corte Eleitoral. A proteção de ministros do STF é de responsabilidade da Secretaria de Segurança da Corte, formada por policiais judiciais e, quando necessário, reforçada com agentes de segurança de outras corporações, como a Polícia Federal.
As informações reveladas nesta quinta fazem parte de uma série de reportagens da Folha de S.Paulo, sobre tratativas do gabinete de Moraes no STF e a AEED no TSE para elaboração de relatórios sobre a atuação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em nota, a equipe de Moraes e o próprio ministro disseram que seus procedimentos “foram oficiais, regulares e estão devidamente documentados nos inquéritos e investigações em curso no STF, com integral participação da Procuradoria-Geral da República”.



