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Caso Marielle: advogados deixam defesa de Ronnie Lessa após acordo de delação

Em comunicado, o escritório de advocacia responsável pela defesa de Lessa afirmou que, por uma questão de “ideologia jurídica”, não representa delatores

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O ex-policial militar Ronnie Lessa está preso desde 2019 por suspeita de participação nos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes • Reprodução | YouTube

Após a declaração do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, na terça-feira (19), confirmando a homologação da delação premiada de Ronnie Lessa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados do ex-policial militar decidiram abandonar seu caso.

Em comunicado, o escritório de advocacia responsável pela defesa de Lessa afirmou que, por uma questão de princípios jurídicos, não representam delatores. De acordo com a nota, a decisão de não atuar em casos de delação é prévia e não tem relação com o interesse na resolução de um crime específico.

“Por ideologia jurídica, nosso escritório não atua para delatores. Não atuar para delatores é uma questão principiológica, pré-caso, e nada tem a ver com qualquer interesse na solução ou não de determinado crime”.

Os advogados destacaram que sempre deixaram claro para Lessa que não continuariam defendendo-o caso ele optasse por fazer uma delação premiada. Eles também mencionaram, na nota, que não foram chamados para participar do processo de delação firmado por Lessa.

A delação premiada é um acordo no qual o delator se compromete a fornecer informações à Justiça e ao Ministério Público sobre um crime em troca de benefícios, como redução de pena.

O CRIME

Os assassinatos da ex-vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, do PSOL, e do motorista parlamentar Anderson Gomes completaram seis anos no último dia 14. Ambos foram mortos a tiros na região central do Rio de Janeiro. Até o momento, três pessoas estão detidas sob acusação de envolvimento nos homicídios, incluindo o ex-PM Élcio de Queiroz, que também fez um acordo de delação premiada.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.