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Carlos Viana questiona PGR e cobra investigação sobre Lulinha: ‘Até hoje não foi ouvido’

Senador critica pedido da PGR para enviar investigação à primeira instância e cobra que a Polícia Federal ouça Fábio Luís Lula da Silva

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O senador Carlos Viana (PSD-MG)
O senador Carlos Viana (PSD-MG) • Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Carlos Viana (PSD-MG) criticou o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e cobrou esclarecimentos sobre o alcance das apurações relacionadas ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A PGR apontou que a investigação da Polícia Federal (PF) não encontrou indícios de negócios concretizados entre Lulinha e o governo federal. O órgão, no entanto, ressaltou que foram identificados contatos entre Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger e que a possibilidade de eventuais crimes, como tráfico de influência, ainda é investigada. Como não há autoridades com foro privilegiado entre os investigados, a PGR defendeu que o caso seja enviado à primeira instância.

Na avaliação de Viana, porém, a decisão não encerra os questionamentos sobre o caso. O senador afirmou que pretende usar requerimentos para tentar identificar até onde chegaria a atuação do grupo investigado pela Polícia Federal. “O que nós pretendemos esclarecer com os meus requerimentos é até onde foram os tentáculos dessa organização criminosa, que, segundo a Polícia Federal, tinha acesso facilitado em todos os ministérios”, afirmou.

Viana também questionou o fato de Lulinha ainda não ter sido ouvido pela Polícia Federal e cobrou explicações sobre empresas no exterior que, segundo ele, precisam ser investigadas. “Nós queremos saber por que que a Polícia Federal até hoje não ouviu Fábio Luiz da Silva? Porque ele tem um sobrenome importante? Os laranjas todos foram ouvidos, fosse uma pessoa pobre já teria sido até presa, mas Lulinha até hoje não foi ouvido”, disse.

O senador também levantou dúvidas sobre possíveis movimentações financeiras no exterior e afirmou que eventuais recursos relacionados às investigações devem ser rastreados e, se forem públicos, recuperados pelo país.

Críticas à PGR

Carlos Viana ainda criticou o pedido da PGR para que o caso seja remetido à primeira instância. Segundo ele, a mudança poderia reduzir a exposição do caso e dificultar o acompanhamento das investigações. “A meu ver, há todo um grande esquema para que essas manchetes acabem e o escândalo fique escondido. Nós não vamos permitir”, afirmou.

Apesar da manifestação da PGR, os ministros André Mendonça e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), devem manter as investigações na Corte. O parecer da Procuradoria sustenta que não há autoridade com prerrogativa de foro envolvida no caso, mas ressalva que a ausência de negócios com o governo não significa que não possa ter ocorrido eventual crime, como tráfico de influência.

Para Viana, a Procuradoria deve apresentar uma investigação “séria e transparente” sobre o caso. “Esse último pedido de que o inquérito envolvendo o filho do presidente viesse para a primeira instância é uma demonstração clara de que podem existir setores dentro da própria Procuradoria que não querem investigar. Isso é muito ruim”, disse o senador.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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