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Câmara quer votar regulamentação de trabalho por aplicativo até o início de abril

Após reunião com ministros do governo Lula, Hugo Motta afirma que negociações devem avançar nas próximas semanas antes da votação em plenário

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Atos pressionam Hugo Motta a pautar PL da Misoginia. • Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (10) que a proposta de regulamentação do trabalho por aplicativo deve avançar nas próximas semanas e pode ser votada pelo plenário até o início de abril. A declaração foi feita após reunião realizada pela manhã na Residência Oficial da Câmara com ministros do governo Lula, parlamentares e o relator do projeto.

Segundo Motta, o objetivo do encontro foi acelerar as negociações para consolidar um texto que tenha viabilidade política e consiga equilibrar interesses de trabalhadores, plataformas digitais e consumidores: “Esse é um tema que tem sido debatido à exaustão com todos os interessados. A nossa ideia é que essas negociações avancem até o final do mês de março para que possamos levar ao plenário”, afirmou.

O projeto está atualmente em análise em uma comissão especial da Câmara. De acordo com o presidente da Casa, o relator da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), deve concluir nos próximos dias a versão final do relatório com ajustes para tentar ampliar o consenso entre os envolvidos: “A Câmara dos Deputados deverá deliberar sobre esse tema até, no máximo, o início de abril”, disse Motta.

Ele destacou que a proposta busca garantir direitos mínimos aos trabalhadores de aplicativos sem gerar aumento significativo no custo dos serviços. Ele completou dizendo que a casa quer entregar ao país uma condição desses trabalhadores terem as suas garantias e condições mais dignas de trabalho, sem que isso venha a incidir no aumento do custo para os consumidores.

Motta também afirmou que a intenção é estabelecer garantias como previdência, seguro saúde e seguro de vida para motoristas e entregadores vinculados às plataformas.

Boulos também afirmou que o governo defende pontos específicos na regulamentação, como a criação de uma taxa mínima para entregadores e regras para garantir maior transparência na remuneração das entregas feitas por aplicativos.

O relatório final da proposta deve ser apresentado nos próximos dias. Depois de votado na comissão especial, o texto seguirá para análise do plenário da Câmara.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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