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Câmara deve votar nesta terça (16) projeto do governo sobre fim da escala 6x1

Proposta tramita em regime de urgência e impede a análise de outros projetos desde o fim de maio

Por, Brasília
Presidente da Câmara, Hugo Motta, considera o projeto prioritário
Presidente da Câmara, Hugo Motta, considera o projeto prioritário • Créditos: CNN Brasil

A Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (16) o projeto de lei enviado pelo governo federal que trata do fim da escala de trabalho 6x1. A proposta é considerada prioritária pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que busca destravar a pauta do plenário antes do recesso parlamentar de julho.

O texto tramita em regime de urgência e, por não ter sido analisado dentro do prazo previsto, passou a bloquear as votações de projetos ordinários na Câmara.

Atualmente, os deputados só podem deliberar sobre propostas de emenda à Constituição (PECs), projetos de decreto legislativo e requerimentos de urgência até que a matéria seja apreciada.

Entenda o que está em análise

Apresentado pelo governo em 14 de abril, o projeto tem conteúdo semelhante à PEC do fim da escala 6x1 aprovada pelos deputados no fim de maio. A proposta prevê jornada semanal máxima de 40 horas e dois dias de descanso por semana. A principal diferença é que o projeto de lei foi encaminhado com regime de urgência constitucional.

Na tentativa de acelerar a tramitação, Hugo Motta designou na semana passada o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) como relator da matéria.

A expectativa é que a proposta encontre pouca resistência no plenário. Caso seja aprovada, a Câmara poderá avançar na análise de outras pautas consideradas prioritárias antes do início do recesso parlamentar, marcado para 18 de julho.

Além disso, a aprovação aumentaria a pressão sobre o Senado Federal, que ainda não definiu um cronograma para analisar a PEC que trata do mesmo tema. Como o projeto do governo também tramita em regime de urgência, a proposta chegaria ao Senado com prazo de 45 dias para votação. Caso esse período seja ultrapassado, a pauta da Casa também poderá ser trancada.

A pressa para resolver as pendências legislativas antes do recesso está relacionada ao calendário eleitoral. A avaliação de líderes partidários é que o Congresso terá atividades reduzidas no segundo semestre, já que muitos deputados e senadores devem concentrar esforços nas campanhas eleitorais em seus estados.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.