Câmara de BH aprova projeto que prevê multa para quem contratar carroceiros
Texto acrescenta um artigo à lei municipal já existente que instituiu o Programa de Substituição Gradativa dos Veículos de Tração Animal e proibiu a circulação e o uso de carroças na cidade

A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovou em segundo turno, nesta quinta-feira (5), o projeto de lei que estabelece penalidades para quem contratar, intermediar ou se beneficiar de serviços prestados por meio da tração animal na capital mineira.
A proposta, de autoria do vereador Wanderley Porto (PRD) recebeu o voto favorável de 24 vereadores, 10 contrários e nenhuma abstenção. O texto acrescenta um artigo à lei municipal já existente que instituiu o Programa de Substituição Gradativa dos Veículos de Tração Animal e proibiu a circulação e o uso de carroças na cidade desde janeiro deste ano.
Com a aprovação do projeto, a responsabilidade legal atinge também quem contrata ou se beneficia deste tipo de serviço e não mais apenas o carroceiro. Segundo Wanderley Porto, a Câmara está criando mecanismos para coibir de todas as formas o uso de tração animal em Belo Horizonte.
“A gente aprovou a questão da entrega legal do cavalo, uma vez que recebem da prefeitura um veículo elétrico. Criamos também uma lei para que a carroça possa ser apreendida pelo descumprimento da proibição. Agora, entendemos que deveríamos estender para quem alimenta esse mercado. Quem contrata uma carroça, está contratando um serviço que é ilegal na cidade”, disse.
De acordo com o projeto aprovado, quem contratar, intermediar ou se beneficiar de serviços realizados por veículos de tração animal responderá pela infração e estará sujeito às sanções previstas na legislação.
Entre as medidas administrativas e sanções previstas está a advertência, apreensão do veículo ou dos equipamentos, cassação do licenciamento em alguns casos e pagamento de multa.
A utilização de veículos de tração animal em Belo Horizonte já está vedada por lei desde o início de 2026. Segundo o autor do texto, o projeto promove apenas um ajuste pontual na norma municipal. A medida será enviada para sanção ou veto do prefeito Álvaro Damião (União Brasil).
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



