Câmara de Balneário Camboriú rejeita pedido de filho de Bolsonaro para abonar faltas
Jair Renan (PL) teve R$ 4,5 mil descontados do salário como parlamentar por faltas em julho e novas faltas ocasionariam em novos descontos na remuneração de R$ 18,2 mil

A Câmara Municipal de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, rejeitou por 10 votos a 5 um requerimento do vereador Jair Renan (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que pedia o abono de faltas nas sessões da Casa.
No documento, o vereador alegou "motivos de ordem pessoal" para justificar ausências durante as sessões dos dias 16 e 18 de setembro. Jair Renan teve R$ 4,5 mil descontados do salário como parlamentar por faltas em julho. Novas faltas ocasionariam em novos descontos na remuneração de R$ 18,2 mil.
O filho de Bolsonaro alegou que as faltas, que ele afirma que devem continuar quase toda quarta-feira, são para visitar o pai, que está em prisão domiciliar, em Brasília.
Durante a votação do pedido, o vereador Marcelo Achutti (MDB) criticou o colega de Legislativo, que também é candidato à Câmara dos Deputados. "Sou vereador, também defendo as bandeiras de direita, agora, está em campanha eleitoral, recebeu R$ 3 milhões de Fundo Eleitoral e ainda quer que nós abonamos. Vão criar vergonha na cara. Está em campanha eleitoral, faça como os demais. Eu quando fui candidato, me licenciei e dei vaga ao suplente", disse.
Jair Renan rebateu afirmando que "não pega Fundo Eleitoral para fazer bagunça".
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.


