Itatiaia

Bruno Engler critica condenações do 8/1, defende anistia e ataca STF

A manifestação pediu a anistia dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro em Brasília, durante a tarde deste domingo (16)

Por
Manifestação aconteceu duranta a manhã deste domingo (16), na Orla de Copacabana, no Rio de Janeiro.  • Foto: Edliene Lopes| Polícia Militar do Rio de Janeiro

Em entrevista à Itatiaia neste domingo (16) após a manifestação em apoio à anistia dos presos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, e em defesa da ‘liberdade de expressão’ no Brasil, o deputado estadual Bruno Engler (PL) de Minas Gerais disse em entrevista à Itatiaia que o país vive uma situação absurda, se referindo aos condenados ao 8 de janeiro.

“A manifestação foi como a gente esperava, uma multidão aqui em Copacabana pedindo justiça, pedindo anistia. O que a gente está vendo no nosso país é uma situação completamente absurda, pessoas que estavam se manifestando sendo condenadas a 17 anos de prisão”, começou dizendo. Ainda durante a entrevista, o deputado disse também que, “algumas pessoas que depredaram o patrimônio público precisam responder por depredação de patrimônio, mas estão respondendo também por crimes que não têm cabimento”.

“A gente vê aí a situação da Débora, uma mãe de duas crianças, presa porque riscou uma estátua com batom, batom que você lava ali com água, com detergente, ela está há 2 anos sem poder ver os seus filhos. Enquanto, por exemplo, em 2016, a gente viu MST invadindo o Ministério da Agricultura, depredando, colocando fogo e ninguém foi preso. Então, a gente está pedindo justiça no nosso país e a justiça vem forma de anistia já”, disse ele.

Questionado pela reportagem, Bruno Engler disse haver outras manifestações marcadas para o dia 6 de abril, na cidade de São Paulo. Segundo ele, o principal foco é a anistia.

“A gente sabe que o povo tem muitas insatisfações. O governo Lula está colocando a inflação lá em cima, mas a nossa principal bandeira nesse momento é justiça por essas pessoas que estão sofrendo esses desmandos no nosso país e estão sendo punidas injustamente”.

O deputado do PL comentou também sobre a expectativa em relação ao julgamento da denúncia sobre Bolsonaro e mais 7 acusados de tentativa de golpe de Estado, marcado para o dia 25 de março. Segundo ele, Alexandre de Moraes deveria se eximi da função.

“O presidente Bolsonaro vai ser julgado pela primeira turma, dos cinco que vão julgá-lo, um é o Alexandre de Moraes, parte no processo como vítima, ele tinha que se eximir da função de julgar. Outro é o ministro Flávio Dino, que já falou que o Bolsonaro é o demônio, e o outro é o Zanin, que era o advogado do Lula, que inclusive já impetrou ação contra o presidente Jair Bolsonaro. Então, se fosse um julgamento sério, esses três teriam que se declarar suspeitos”, declarou ele.

Conforme o deputado, “o presidente Bolsonaro já está julgado numa situação absurda de perseguição por parte do STF”.

O parlamentar apoiado por Bolsonaro quando concorreu como candidato do Partido Liberal à Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições de 2024, disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro “está tranquilo e põe a cabeça no travesseiro diariamente e dorme com a tranquilidade de saber que não fez nada de errado e que nunca se envolveu em corrupção ou tentou dar golpe no nosso país”, falou ele, em relação ao julgamento.

Por

Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

Belo Horizonte