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Aliados de Flávio Bolsonaro apostam em punição dos EUA contra o Brasil

Americano afirma que senador vai liderar oposição a Lula dos Estados Unidos

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Marco Rubio e Flávio Bolsonaro em Washington • Instagram/Reprodução

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) acreditam que os Estados Unidos devem aplicar novas sanções contra o Brasil após a derrota do senador para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa é de que o governo de Donald Trump adote medidas contra autoridades brasileiras, especialmente integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A saída de Flávio para os Estados Unidos, menos de 48 horas após o segundo turno, reforçou a expectativa sobre uma possível articulação política em território americano.

O empresário mexicano Simón Levy, aliado de Donald Trump, afirmou que a operação teria sido articulada pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo Levy, Flávio vai liderar a oposição a Lula de território americano. A suposta participação de Rubio, porém, não foi confirmada oficialmente.

Nos bastidores, uma das apostas é a possibilidade de sanções contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão do ministro Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação entrou no radar de Washington, segundo a base de Flávio. Aliados de Flávio defendem que o episódio possa motivar medidas contra o magistrado, inclusive pela Lei Magnitsky, instrumento americano que permite sanções por graves violações de direitos humanos e corrupção.

O precedente é Alexandre de Moraes, que também estaria na mira pela apreensão dos passaportes de Flávio. Em julho de 2025, o ministro foi incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, com restrições financeiras. Em dezembro, porém, o governo Trump retirou Moraes e sua esposa da lista, após uma aproximação diplomática entre Washington e Brasília.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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