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‘Brasil voltou a passar vergonha’, diz Nikolas após entrevista de Lula em Portugal

Deputado federal compartilhou vídeo que mostra pergunta de jornalista portuguesa sobre críticas do petista a países da União Europeia; presidente não entendeu o questionamento 

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No Twitter, Nikolas fez críticas a Lula
No Twitter, Nikolas fez críticas a Lula • Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e outros aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ante uma pergunta feita por uma jornalista portuguesa sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia. Neste sábado (22), durante agenda em Lisboa, capital de Portugal, o petista foi questionado sobre a recente crítica que fez à postura da União Europeia diante do conflito

“A repórter pegou o Lula na curva. O Brasil voltou — a passar vergonha”, disse Nikolas, no Twitter.

Junio Amaral, também deputado federal pelo PL de Minas Gerais, foi outro a criticar Lula.
“Não sei se é mais vergonhoso um presidente brasileiro não entender português ou fingir que não entende pra fugir da pergunta”, ironizou.

Um dos filhos do ex-presidente e representante de São Paulo na Câmara dos deputados, Eduardo Bolsonaro (PL) chamou o episódio de “vexame internacional”.

Lula dava uma entrevista coletiva ao lado do presidente português Marcelo Rebelo de Sousa, que o ajudou a entender o questionamento da repórter. 

Depois, o presidente falou a respeito do conflito e defendeu o diálogo como forma de solução ao impasse diplomático entre as nações. “Se você não fala em paz, você contribui para a guerra”, pontuou.

‘Nunca igualei Rússia e Ucrânia’

As declarações de Lula a respeito da guerra entre Rússia e Ucrânia pautaram boa parte da agenda com Rebelo de Sousa. O presidente brasileiro garantiu que nunca “igualou” os dois países. 

“Sei o que é invasão e o que é integridade territorial. Mas agora a guerra já começou e alguém precisa falar em paz”, defendeu. 

O petista contou ter conversado sobre isso com o presidente chinês Xi Jinping e com outros líderes internacionais, como o estadunidense Joe Biden, o francês Emmanuel Macron e o chanceler russo Sergey Lavrov — que visitou o Brasil nesta semana.

“É melhor encontrar uma saída em torno de uma mesa do que continuar tentando encontrar uma saída no campo de batalha”, sentenciou.

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