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Braga Netto ligou para pai de Mauro Cid para saber teor da delação, diz decisão de Moraes

A Polícia Federal diz que as tentativas de interferência tinham como objetivo controlar informações

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À PF, Cid reforça participação de Braga Netto em trama golpista | CNN Brasil
À PF, Cid reforçou participação de Braga Netto em trama golpista • Créditos: CNN Brasil

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou a prisão do general Braga Netto neste sábado (14), revela que o ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (PL) fez contato telefônico com Mauro César Lorena Cid, pai de Mauro Cid, para obter informações sobre sua delação premiada. Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, firmou um acordo de colaboração com a Polícia Federal.

Em sua decisão, Moraes transcreveu parte das conclusões da Polícia Federal e incluiu como adendo um trecho da delação de Cid, que, segundo o ministro, confirma a tentativa de Braga Netto de obter informações sobre a colaboração de Cid.

“Basicamente isso aconteceu logo depois da minha soltura, quando eu fiz a colaboração naquele período, onde não só ele como outros intermediários tentaram saber o que eu tinha falado. Isso fazia um contato com o meu pai, tentavam ver o que eu tinha, se realmente eu tinha colaborado, porque a imprensa estava falando muita coisa, ele não era oficial, e tentando entender o que eu tinha falado”, afirmou Cid.

De acordo com a PF, as tentativas de interferência tinham como objetivo controlar as informações fornecidas por Mauro Cid e alinhar as versões entre os investigados, o que configuraria obstrução da Justiça.

Prisão de Braga Netto

Preso nesta manhã de sábado (14), no Rio de Janeiro, pela Polícia Federal, Braga Netto é alvo de inquérito que apura suposta tentativa de golpe, em 2022, quando nomes próximos ao presidente Jair Bolsonaro (PL) teriam tentado, segundo a Polícia Federal, traçar um plano para impedir a posse do então presidente eleito Lula.

Nesta tarde, ele passa por audiência de custódia por videoconferência, na Primeira Divisão do Exército, na Vila Militar, Zona Oeste do Rio, onde ficará detido.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.

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