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Bolsonaro: 'Telefone do Cid é um muro das lamentações, mensagens nem chegavam para mim' 

Ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que 'minuta do golpe' e conversas de auxiliares não devem ser consideradas provas de um suposto golpe

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Ex-presidente Bolsonaro comentou sobre mensagens trocadas entre Mauro Cid e 'minuta de golpe' encontrada na casa de Anderson Torres
Ex-presidente Bolsonaro comentou sobre mensagens trocadas entre Mauro Cid e 'minuta de golpe' encontrada na casa de Anderson Torres • Reprodução/Itatiaia

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a minuta de golpe encontrada na casa do ex-ministro Anderson Torres e as mensagens encontradas no celular de seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, não devem ser consideradas evidência de um suposto golpe contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 


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“Minuta de golpe, que rotularam, é um papel que encontraram na casa do Anderson Torres. O que é o telefone do Cid? Um muro das lamentações. É uma caixa postal. Tudo que acontecia comigo, pelo Brasil, liga para o Cid. É tanta coisa que chegava, então alguns lamentavam, xingavam, mas nem chegava para mim, ele respondia é com emoji”, afirmou Bolsonaro, em entrevista para a Itatiaia.

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O ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, está preso desde 3 de maio, quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apura a inclusão de dados falsos sobre a vacinação contra a Covid no Ministério da Saúde. 

“Tem um cara que está preso, o Ailton, um afrodescendente, bastante afrodescendente, que escreveu: ‘Tem que quebrar e convocar 1.500 homens’. Quem é esse cara? Foi candidato várias vezes e não conseguiu nada. Foi expulso do Exército. Sempre tratei bem, é paraquedista. Tem um áudio: é o 02 do Bolsonaro para golpe no Rio. E mandei um áudio para ele: desejo boa sorte para você. Esse foi meu recado”, afirmou o ex-presidente.

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Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. É colunista da Rádio Itatiaia. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

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Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.