Belo Horizonte
Itatiaia

Bolsonaro presta depoimento sobre caso das joias árabes nesta quarta (5)

Ex-presidente recebeu, ao menos três estojos com joias e que só foram incorporados ao patrimônio da União após denúncia

Por
Polícia Federal marcou depoimento de Bolsonaro para explicar caso das joias para esta quarta-feira (5)
Polícia Federal marcou depoimento de Bolsonaro para explicar caso das joias para esta quarta-feira  • Divulgação/Instagram

O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), deve prestar depoimento nesta quarta-feira (5), à Polícia Federal, para explicar o caso das joias que teriam sido dadas como presente pelo governo da Arábia Saudita.

Além do ex-presidente, também prestará depoimento, no mesmo dia, o seu ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid.

O encontro com a PF ocorre seis dias depois de Bolsonaro desembarcar no Aeroporto Internacional de Brasília após um período de três meses em Orlando, nos Estados Unidos. Ele viajou para o país norte-americano em 30 de dezembro, na véspera do término de seu mandato.

Até o momento, as investigações revelaram que, ao menos três estojos com joias teriam como destinatário o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua família. Dois deles foram incorporados ao patrimônio pessoal do candidato derrotado nas urnas em outubro de 2022 - e devolvidos ao patrimônio da União.

Veja: Em depoimento à PF, sargento diz que ordem para retirar joias partiu de assessor de Bolsonaro

Três estojos de joias

O caso das joias por revelado pelo jornal Estado de S. Paulo em fevereiro. Na ocasião, uma reportagem revelou que um estojo com joias avaliadas em R$ 16,5 milhões - e que seriam destinadas à primeira-dama, Michelle Bolsonaro - foi apreendido por servidores da Receita Federal. O caso aconteceu em 2021, quando um assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, tentou entrar no país com o kit escondido em uma mochila.

As joias ficaram retidas na Receita Federal, já que não foram declaradas ou incorporadas ao patrimônio da Presidência da República. No entanto, após a apreensão foram feitas ao menos oito tentativas para que as joias fossem liberadas. A última delas, no dia 28 de dezembro, quando um militar teria sido designado pelo tenente-coronel Mauro Cid para ir até o Aeroporto de Guarulhos para tentar a liberação.

Um segundo estojo com joias, entre elas um relógio, um par de abotoaduras, uma caneta, um anel e um masbaha (uma espécie de rosário islâmico) teria sido entregue a Bolsonaro em mãos pela comitiva do ministro Bento Albuquerque. Os itens seriam avaliados em cerca de R$ 400 mil e foram devolvidos pelos advogados de Bolsonaro após decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

O Tribunal também determinou a devolução de um terceiro estojo de joias, que foram entregues a Bolsonaro em 2019, durante uma visita a Riad, capital da Arábia Saudita e a Doha, no Catar. O presente incluía um relógio Rolex em ouro branco e cravejado de diamantes e seria avaliado em R$ 500 mil.

Por

Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.

Bolsonaro presta depoimento sobre caso das joias árabes nesta quarta (5) | Rádio Itatiaia