Bolsonaro derrotado quatro vezes e 'início do fim' de Dilma: relembre eleições da Câmara
Bolsonaro tentou e perdeu quatro vezes a presidência da Câmara; relembre outros casos

Os deputados irão votar neste sábado (1º) para escolher a composição da Mesa Diretora para o próximo biênio na Câmara Federal.
Bolsonaro tentou se eleger quatro vezes como presidente da Casa
A primeira vez do ex-presidente na disputa foi em 2005, durante seu terceiro mandato como deputado.
Bolsonaro, no entanto, não conseguiu convencer os demais parlamentares e teve apenas dois votos.
A eleição ficou, em segundo turno, entre Luiz Eduardo Greenhalgh e Severino Cavalcanti, que acabou ganhando a presidência com 300 votos dos 398 deputados.
Sete meses após a eleição de Cavalcanti, no entanto, ele foi acusado de corrupção e renunciou o mandato.
Em uma nova eleição da Casa, Bolsonaro registrou novamente a candidatura, porém, não teve nenhum voto, nem o dele mesmo.
Bolsonaro bate seu recorde de votos
Em 2010, Marcos Maia era presidente da Câmara desde que substitui Michel Temer, que saiu do cargo para assumir a vice-presidência no mandato de Dilma Rousseff (PT).
Em 2011, na eleição, ele disputou com Sandro Mabel, Chico Alencar e Bolsonaro.
Maia foi eleito com 375 votos. Mabel recebeu 106, Alencar teve 16 e Bolsonaro bateu seu recorde com 9 votos.
Um ano antes de se candidatar à presidência da República, Bolsonaro tentou mais uma vez
Em 2017, um ano antes da campanha presidencial, Bolsonaro tentou novamente a presidência da Casa, mas teve, no entanto, apenas quatro votos.
Uma troca de mensagens do ex-presidente com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), registrada pelo fotógrafo Lula Marques, mostrou que nem filho votou no pai.
As mensagens, capturadas pela imagem, mostra Bolsonaro xingando o filho "03" e mandando ele retornar "imediatamente".
"Se a imprensa te descobrir aí, e o que está fazendo, vão comer seu fígado e o meu", diz trecho da mensagem. Eduardo responde que achou que a eleição fosse na próxima semana.
Neste pleito, Rodrigo Maia se elegeu presidente da Casa com 293 votos.
Racha no PT elege candidato independente
O deputado decolou com a candidatura após Virgílio Guimarães, também do PT, manteve a candidatura mesmo após a sigla acordar que Greenhalgh seria o candidato "oficial".
Foi a primeira vez que um candidato independente, ou seja, que não teve nem o apoio do próprio partido, conseguiu se eleger.
Cavalcanti, no entanto, não conseguiu terminar o mandato. Ele renunciou 18 dias após surgir a primeira denúncia de que ele teria recebido propina de um empresário que explorava um restaurante no anexo da Câmara. A renúncia evitava um processo por quebra de decoro, que poderia eventualmente levar à cassação e à perda de direitos políticos.
A denúncia, pelo crime de concussão, recebida pela Justiça Federal em 2007, mas nunca foi julgada.
Eduardo Cunha eleito vira "pedra no sapato" do governo Dilma
Ele derrotou outros três candidatos, inclusive Arlindo Chinaglia, deputado governista da gestão de Dilma Rousseff.
Durante a "campanha" para o cargo, surgiram relatos de que ministros estavam "pressionando" parlamentares aliados a votar no candidato petista, o que acabou não dando certo.
Com o poder de escolher o que será ou não votado, Cunha levou ao Plenário, por exemplo, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Bengala, engavetado desde 2005.
O texto permite que a cúpula do Judiciário se aposentasse aos 75 anos e não aos 70. Com a aprovação, Dilma não teria mais a certeza de que indicaria ministros no Supremo Tribunal Federal durante o segundo mandato como presidente.
Porém, durante as investigações da Operação Lava Jato, quando a pressão em cima da saída do deputado aumentaram, a estratégia usada por ele foi o "contra-ataque", se colocando como perseguido pelo governo Dilma através do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Em dezembro, do mesmo ano, Cunha autorizou a abertura do impeachment da presidente, dando andamento no pedido formulado pelos juristas Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior.
O despacho de Eduardo Cunha veio no mesmo dia que a bancada do PT na Câmara anunciou que iria votar pela continuidade do processo de cassação do peemedebista no Conselho de Ética.
O processo aberto por Cunha, se encerrou no dia 31 de agosto de 2016 com a cassação do mandato, sem a perda dos direitos políticos, de Dilma Rousseff.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

















