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Base deve pedir à Pacheco para retirar André Fernandes da CPMI do 8 de janeiro

Parlamentares da base vão apresentar questão de ordem alegando que como a Polícia Federal concluiu que o deputado do PL incitou os atos do dia 8, ele não poderá integrar a CPMI

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Deputado federal André Fernandes (PL-CE), autor do pedido de instalação da CPMI do 8 de janeiro
Deputado federal André Fernandes  • Câmara dos Deputados

Deputados da base de governo, que fazem parte da CPMI do 8 de janeiro, vão apresentar questão de ordem ao presidente do Congresso Nacional pedindo a retirada do deputado federal André Fernandes (PL-CE). O parlamentar é o autor do requerimento que deu origem à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. No entanto, nessa quinta-feira (25), a Polícia Federal concluiu inquérito que investiga as invasões e apontou o deputado como um dos incitadores. Fernandes classificou o resultado da investigação como “absurdo”.

A informação da Polícia Federal dará embasamento para o pedido de suspeição do parlamentar dentro da comissão. “Investigado não pode investigar”, disparou o deputado Rogério Correia (PT-MG) que deve apresentar questão de ordem contra o bolsonarista. A medida também é avaliada pela deputada federal, Jandira Feghali (PC do B). Segundo o petista, a formalização do pedido deve ocorrer até quinta-feira (1), quando será realizada a próxima reunião CPMI.

No pedido que será apresentado a Pacheco, como Fernandes responde à Inquérito do Supremo Tribunal Federal sobre o caso, os pares alegam que a participação do deputado na CPMI “configura conflito de interesse direto que prejudica e, até mesmo, inviabiliza a devida apuração" e "considerando o interesse pessoal do Deputado André Fernandes na matéria e que, em última análise, a sua participação na CPMI tem o condão de contaminar a validade dos trabalhos investigativos da comissão, o reconhecimento do seu impedimento para compô-la é medida que se impõe”, diz o texto.

A assessoria do deputado André Fernandes disse que está alinhando o discurso, caso qualquer medida no sentido de retirá-lo da Comissão seja adotada.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.