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Bancada do PT na Câmara de BH questiona veto do prefeito a mudança de nome em rua: ‘veto político’

Vereadores criticam a decisão de Fuad Noman que rejeitou mudança de nome em rua na Pampulha que homenageia general da ditadura

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Avenida General Olímpio Mourão Filho, na região da Pampulha • Reprodução | Google Street View

Vereadores da bancada do PT na Câmara Municipal de Belo Horizonte estão questionando o veto do prefeito Fuad Noman (PSD) a um projeto de lei que altera o nome da Avenida General Olímpio Mourão Filho, no bairro Itapoã, região da Pampulha, para Avenida Antônio Pinheiro. Em sua justificativa, o executivo municipal argumentou que faltam documentos exigidos por lei para viabilizar a mudança e que demonstrem que os moradores da rua concordam com o novo nome.

De acordo com a PBH, a preposição que pede a alteração precisa de uma certidão de óbito e de um abaixo-assinado que demonstre que pelo menos 60% das pessoas afetadas pela mudança estão de acordo. Em contato com a reportagem da Itatiaia, o vereador Pedro Patrus (PT), afirma, no entanto, que uma lei, sancionada pelo prefeito, proíbe o uso do nome de pessoas ligadas ao regime militar em ruas e avenidas da cidade.

“É fora de qualquer propósito. Nós fizemos esse projeto a partir de uma lei sancionada pelo prefeito que autoriza a mudança de ruas que tenham menção ou de pessoas que participaram da ditadura. Então, teoricamente, aprovada essa lei, não precisa desses pré-requisitos para transformar a rua, que é nitidamente de uma pessoa que participou do golpe militar, que é o general Olímpio Mourão, e trocar esse nome. A lei que foi aprovada permite essa troca sem esses pré-requisitos”, afirmou.

“Vamos fazer essa discussão no plenário, quando vier o voto, mas a gente acredita que é um absurdo, porque ele está descumprindo uma lei que ele mesmo sancionou”.

Em nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Belo Horizonte confirma que faltam documentos para seguir com a mudança de nome. Confira na íntegra:

"A Prefeitura de Belo Horizonte esclarece que o veto à legislação se deve exclusivamente a critérios técnicos. A lei 9.691/09 estabelece em seu artigo 31, VII, que a troca de nome de logradouro público deve ser acompanhada de abaixo-assinado de pelos menos 60% dos moradores (com cópia de comprovante de residência) além da certidão de óbito. Essa determinação não foi cumprida pelo Legislativo, em que pese a louvável iniciativa em homenagear o Vereador Antônio Pinheiro, pessoa com distinto histórico político-partidário e com importantes atuações frente às comunidades carentes do Município".

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.