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‘As pessoas têm história’, dispara presidente do PT sobre Flávio Bolsonaro ao defender Lula sobre reforma do Judiciário no 2º turno

Dirigente do PT adota estratégia de trazer a biografia política de Flávio à tona para aumentar a rejeição do bolsonarista na disputa pela presidência no segundo turno; ele afirma que o brasileiro terá que decidir sobre 'dois projetos distintos'

Por, Brasília
Presidente do PT, Edinho Silva, na COP 30
Presidente do PT, Edinho Silva, na COP 30 • Itatiaia

Edinho Silva, presidente nacional do PT, afirmou que as propostas apresentadas por Flávio Bolsonaro (PL) precisam ser confrontadas com o histórico político do candidato. Ao mencionar alguns exemplos, ele relacionou a ligação do bolsonarista com o Banco Master, a proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e a suposta conexão do senador com a milícia. As declarações do dirigente ocorrem no segundo turno, em meio a uma reorganização da campanha de Lula para que tem como estratégia explorar o histórico do adversário.

“As pessoas têm história. Para alguém propor alguma coisa, olha a história dessa pessoa, porque, senão, o eleitor vai ser enganado”, afirmou Edinho, em entrevista à CNN nesta terça-feira (06).

Ao ser questionado sobre a forma como Lula lidou com a crise do Supremo Tribunal Federal (STF) e uma reforma no Judiciário, o presidente do PT questionou o discurso de Flávio sobre segurança pública. Na opinião de Edinho, a ligação de Flávio com milícias, que só crescem por falta de segurança pública, é uma "imensa contradição" e não dá credibilidade ao senador para tratar de uma modificação na estrutura do Judiciário no país.

"Alguém que tem ligação com o crime não pode falar em segurança pública. Alguém que tem ligação com maus feitos não pode falar em melhorar o poder Judiciário, até porque quanto mais bagunça se tem no Judiciário, mais o crime será protegido", relacionou Edinho. 

Para reforçar a tese, o dirigente do PT citou os diálogos revelados durante as investigações envolvendo Vorcaro e o Banco Master, que era controlado por ele. O caso já vinha sendo explorado pela campanha de Lula antes do primeiro turno. No último sábado (3), durante o último ato antes da votação, o petista afirmou que adversários estavam com “medo” das revelações relacionadas ao banco.

Edinho afirmou que o eleitor brasileiro terá que decidir, no dia 25 de outubro, sobre "dois projetos distintos" de poder pelos dois candidatos terem histórias diferentes. Ele lembrou que, na sua visão, enquanto um é um democrata, que ouve a sociedade, o outro construiu uma carreira política "dialogando, condecorando, fortalecendo as milícias que é crime".

Reforma do Judiciário

Edinho defendeu Lula à frente da condução na discussão sobre a reforma do Judiciário e afirmou que o presidente pretende ouvir juristas e outros setores antes de consolidar uma proposta. Para ele, o fato de o próprio chefe do Executivo questionar a concentração de poder nas mãos do presidente da República para indicar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mostra que ele tem condições para tomar o rumo correto no tema.

Em setembro, Lula afirmou que pretende rever os critérios de indicação ao STF, ampliar a participação da sociedade civil e discutir a criação de mandatos para ministros, que hoje permanecem na Corte até a aposentadoria compulsória aos 75 anos.

Nesta terça-feira, o petista voltou a defender o debate sobre uma reforma do Judiciário durante o segundo turno e disse a aliados que é necessário discutir com a sociedade os critérios de escolha dos integrantes do Supremo.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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