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Lula eleva críticas ao STF e defende reforma do Judiciário a aliados

Presidente afirma que campanha carrega desgaste provocado pela crise de confiança na Suprema Corte e defende discutir critérios para escolha de ministros e mandatos.

Por, Brasília
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião de coordenação do PT.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião de coordenação do PT. • Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF), após a confirmação de segundo turno com Flávio Bolsonaro (PL). Em reunião com aliados, o petista afirmou que sua campanha está “carregando nas costas” o que chamou de “promiscuidade” estabelecida na Suprema Corte.

Lula não citou nominalmente ministros do Supremo nem detalhou, na fala, a qual denúncia se referia. Porém, nos bastidores, aliados destacam que a declaração está inserida no contexto das revelações sobre relações entre integrantes do Judiciário e pessoas ligadas ao Banco Master.

Na reunião de cúpula da campanha petista, Lula defendeu uma nova discussão sobre a reforma do Judiciário. Segundo o presidente, a relação entre o Supremo e a sociedade precisa ser debatida durante a campanha do segundo turno.

Lula afirmou ainda que é necessário discutir com a sociedade os critérios utilizados para a escolha dos ministros do STF. Entre os pontos levantados pelo presidente está a possibilidade de estabelecer mandatos para integrantes da Corte.

Atualmente, os ministros do Supremo são indicados pelo presidente da República e precisam ser aprovados pelo Senado. Os integrantes permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos.

O presidente também afirmou que nenhum integrante do Judiciário está acima da lei, incluindo os ministros do Supremo, e disse que a desconfiança da sociedade em relação à Corte é um problema que precisa ser enfrentado.

Crise do Banco Master aumenta pressão sobre o STF

As declarações de Lula ocorrem em um momento de forte pressão sobre o Supremo por causa das investigações envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.

O caso trouxe à tona mensagens, encontros e relações de Vorcaro com autoridades e pessoas próximas ao Judiciário. As revelações alimentaram questionamentos políticos sobre a atuação de integrantes da Corte e ampliaram o debate sobre transparência e critérios para a escolha dos ministros.

Lula não é investigado no caso Banco Master.

O presidente agora pretende transformar a discussão sobre o funcionamento do Judiciário em um dos temas da campanha do segundo turno. A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro será retomada oficialmente nesta semana, com a votação marcada para 25 de outubro.

 

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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