Após reunião de líderes, Câmara vota, hoje, nova regra fiscal
Fundeb e Fundo Constitucional do Distrito Federal devem ser mantidos fora do limite de gastos, conforme ajuste feito pelo Senado

Uma reunião de líderes na residência oficial da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (22), definiu os rumos para a votação da nova regra fiscal na Câmara.
Após discutirem mudanças realizadas pelos Senadores no texto, os líderes partidários da Câmara decidiram manter fora do limite de gastos o Fundo de Desenvolvimento e Manutenção da Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação - Fundeb - e o Fundo Constitucional do DF.
A previsão é de que o texto seja analisado em plenário ainda nesta terça-feira (22). O governo corre contra o tempo para conseguir aprovação até a data limite para que o Congresso aprecie a Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO. O texto foi estruturado levando em consideração a nova regra fiscal.
O texto, que foi aprovado pelos deputados no primeiro semestre, sofreu alterações significativas no Senado. Entre as mudanças estão a exclusão do Fundo Constitucional do DF e do Fundeb no limite de gastos e alterações na fórmula de cálculo do índice da inflação, que será utilizado para a correção de despesas condicionadas. Esse último ponto impacta diretamente o Orçamento, que precisa ser aprovado pelos Congressistas.
Os deputados decidiram, ainda, que devem manter dentro da regra de gastos os recursos para o Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT - e rejeitar as alterações na fórmula de cálculo do índice da inflação propostas pelos senadores. O relator do projeto, deputado Cláudio Cajado (PP-BA) confirmou que fará um novo relatório incluindo as mudanças. "O colégio de líderes decidiu e saindo daqui eu vou fazer o relatório ainda no dia de hoje para seguir a votação apenas uma única alteração feita pelo Senado e que nós manteremos. Deixar de fora do conjunto das despesas, ou que seja, do teto, o Fundeb e o Fundo Constitucional do DF”, declarou Cajado.
O líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), apresentou uma emenda para antecipar a possibilidade de crédito adicional na Lei Orçamentária Anual. A medida daria mais fôlego às contas públicas, fazendo com que o governo tivesse o espaço de em torno de R$ 32 bilhões, considerando o texto de Randolfe, por meio de crédito adicional, que já seria previsto na lei orçamentária. Mas Cajado afirmou que também sairá do texto.
“Eu até agora não entendo o objetivo maior da emenda do senador Randolfe Rodrigues. Porque quando nós conceituamos o regime fiscal nós deixamos claro que não iriamos trabalhar com estimativas e sim com números concretizados. Essa diferença do IPCA ela ocorrerá no final do ano, no mês de dezembro […]. No nosso relatório estava previsto que apurado uma diferença em dezembro, abriria-se um crédito extraordinário suplementar em janeiro com um número concretizado”, explicou Cajado. Sem a mudança feita pelos senadores, o governo precisa de um espécie de licença para gastar mais por meio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Essa autorização deve ser concedida anualmente.
Repórter da Itatiaia em Brasília