Seguindo a tradição do STJ, Herman Benjamin explicou que presidentes que deixam o cargo costumam fazer uma fala curta, sem um discurso de balanço da gestão: "Na tradição do Superior Tribunal de Justiça, o presidente que sai fala pouco, mas não discursa. E faz sentido, porque se fez, está feito; se não fez, deixou de fazer. E as obras são coletivas."
Ao saudar autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente do STF, Edson Fachin, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, Herman também homenageou os servidores do Judiciário e reforçou que a atuação da magistratura deve estar voltada à sociedade: "Nós, na magistratura brasileira, temos um profundo orgulho de ser simplesmente juízes e de nos dedicarmos ao cumprimento da Constituição e das leis."
Na sequência da solenidade, Herman Benjamin convidou Luis Felipe Salomão para prestar o compromisso regimental. O novo presidente jurou cumprir a Constituição, as leis do país e desempenhar fielmente as atribuições do cargo. Logo após o juramento, Salomão foi oficialmente declarado empossado presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, assumindo imediatamente o comando da Corte. Em seguida, conduziu a posse do novo vice-presidente, ministro Mauro Campbell Marques.
Antes da transmissão do cargo, Herman Benjamin manifestou confiança na nova administração. Ao falar sobre Salomão, destacou sua longa trajetória na magistratura e afirmou que a experiência acumulada o credencia para enfrentar os desafios do Judiciário brasileiro: "Estou convencido de que Sua Excelência fará uma gestão profícua e que, em dois anos, estaremos reunidos aqui de novo para celebrar os feitos da sua presidência." O agora ex-presidente também dirigiu palavras ao vice-presidente Mauro Campbell Marques, ressaltando sua origem amazônica e defendendo que o Judiciário mantenha atenção às questões ambientais e à proteção dos povos tradicionais.
Reconhecido pela atuação em defesa do meio ambiente e da ética judicial, Herman Benjamin encerrou sua gestão reafirmando a importância de uma Justiça comprometida com a Constituição, com os direitos fundamentais e com as futuras gerações.