Após Motta pautar derrubada do IOF, Gleisi, Haddad e líder do PT saem em defesa do decreto
Câmara pode votar hoje projeto que susta a medida editada pelo governo que elevou o imposto

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, saiu nesta quarta-feira (25) em defesa do decreto que eleva o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), após o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidir pautar a derrubada da medida.
Em seu perfil no X, a chefe da articulação política do governo afirmou que o decreto traz ajustes necessários para garantir a execução do Orçamento pelas regras do arcabouço fiscal e, se derrubado, pode impactar em gastos importantes, incluindo emendas parlamentares.
“A derrubada dessa medida exigiria novos bloqueios e contingenciamentos no Orçamento, prejudicando programas sociais e investimentos importantes para o país, afetando inclusive a execução das emendas parlamentares. É hora de pensar primeiro no país, que precisa continuar crescendo e buscando justiça social e tributária", escreveu Gleisi.
“Nós não vamos aceitar que um novo corte de gastos de mais R$ 20 bilhões recaia sobre programas sociais, os trabalhadores, os mais pobres e a classe média", escreveu o parlamentar nas redes sociais.
Lindbergh criticou ainda setores que, segundo ele, resistem ao decreto por se beneficiarem de privilégios.
“Chega de ajuste fiscal só nas costas de quem trabalha e sustenta esse país! É hora dos ricaços também pagarem a conta! Ricaços, paguem a conta", concluiu.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



