Após condenação de Castro, Ciro Nogueira convida ex-governador para o PP
O senador e presidente do Progressistas afirmou nas redes sociais que o partido está “de portas abertas” para o ex-governador do Rio, atualmente filiado ao PL

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de condenar Cláudio Castro (PL) não impediu o presidente do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PP-PI), de convidar o ex-governador a se filiar ao partido e disputar um cargo pela federação da sigla com o União Brasil.
O convite foi publicado nesta quarta-feira (25) por meio das redes sociais. “Acompanhamos sua trajetória, sabemos da sua integridade e acreditamos que a Justiça irá prevalecer, trazendo-o de volta ao cenário eleitoral”, escreveu o senador.
O então governador renunciou ao mandato na última segunda-feira (23), antes da decisão da Corte. A saída do cargo, no entanto, não impediu que o processo fosse julgado pela Justiça Eleitoral.
Entenda o caso:
A ação já estava em curso desde novembro do ano passado. O caso começou ainda em 2022, quando o Ministério Público Eleitoral (MPE) e a coligação que apoiou Marcelo Freixo (PT) entraram com pedidos de investigação.
Castro e o então vice-governador, Thiago Pampolha (União Brasil), são acusados de realizar ao menos 27 mil contratações temporárias para a Fundação Centro de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores do Rio de Janeiro (Ceperj) e para a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) em troca de apoio à sua candidatura à reeleição na pré-campanha de 2022.
O processo também envolve o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), citado no caso de TH Joias (sem partido), e o ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes.
No julgamento que correu no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), em 2024, Castro e Pampolha foram absolvidos e mantiveram seus mandatos.
O MPE e a coligação de Freixo, no entanto, recorreram ao TSE, que decidiu a favor da coligação e pela inelegibilidade.
A maioria do Tribunal entendeu que houve irregularidades na contratação de temporários durante as eleições.
A relatora do caso, Isabel Gallotti, que votou pela condenação, cassação e inelegibilidade, foi acompanhada pelos ministros Antônio Carlos Ferreira, Estella Aranha, Cármen Lúcia e Floriano de Azevedo.
O voto pela absolvição foi de Nunes Marques, que entendeu não haver provas suficientes contra os acusados.
O ministro André Mendonça, embora tenha acompanhado a relatora no entendimento de que houve irregularidades, considerou que a cassação ficou prejudicada com a renúncia feita um dia antes pelo então governador. Ele também entendeu que não há provas de que Castro tenha orquestrado os atos e votou para que o ex-governador mantivesse os direitos políticos.
A decisão da maioria, no entanto, foi pela condenação. Castro fica inelegível por oito anos, contados a partir do ano em que ocorreram as irregularidades, podendo voltar a disputar eleições apenas em 2030.
Longe do Palácio Guanabara, o ex-governador já havia declarado apoio ao pré-candidato do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas (PL-RJ). Enquanto isso, Castro pretendia disputar uma cadeira no Senado.
Nas redes sociais, Cláudio Castro disse que pretende “recorrer e lutar até a última instância” para restabelecer “um desfecho justo para esse caso”.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



