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Cármen Lúcia assume o comando do TSE nesta segunda e enfrenta como desafios IA e fake news

Com um perfil discreto, a ministra assume o lugar de Alexandre de Moraes no comando do TSE, enfrentando como desafios o combate às fake news e a atenção voltada para a inteligência artificial nas eleições

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Cármen Lúcia agradeceu o apoio que recebeu dos pares nos últimos dias e disse que continuará julgando 'serenamente'
Cármen Lúcia toma posse como presidente do TSE pela segunda vez • José Cruz/Agência Brasil

Toma posse nesta segunda-feira (3), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a nova presidente, ministra Cármen Lúcia. Essa é a segunda passagem dela pela presidência do tribunal.

Doze anos após a primeira gestão à frente da Justiça Eleitoral, Cármen Lúcia terá novamente o desafio de comandar o órgão diante de eleições municipais, como ocorreu em 2012. À frente do TSE, Cármen Lúcia terá pela frente a tarefa de dar sequência aos trabalhos do ministro Alexandre de Moraes, sobretudo no que diz respeito ao combate às "fake news" e ao uso da inteligência artificial (IA) nas campanhas políticas.

Cármen Lúcia e Moraes possuem perfis diferentes. No entanto, na avaliação do advogado Alexandre Rollo, especialista em Direito Eleitoral, ambos realizam trabalhos que se assemelham nesse aspecto.

Segundo o especialista em direito eleitoral, as chamadas "deepfakes" devem ser a grande preocupação da ministra nessa gestão. "O principal desafio que vai ser enfrentado pelo TSE e pela justiça eleitoral como um todo para essas eleições de 2024, na minha opinião, serão as deepfakes. Uma situação bastante grave. Há empresas especializadas em deepfake, por exemplo, na Índia, e a tendência é que estas deepfakes entrem pela internet no Brasil e sejam o tema do momento, infelizmente, nas eleições municipais de 2024".

Trajetória de Cármen Lúcia

Antes de assumir a presidência, Cármen Lúcia atuou como vice-presidente do TSE durante a gestão de Alexandre de Moraes. Assim como seu antecessor, ela também defende uma atuação focada no combate às fake news e na regulação das redes sociais para combater a disseminação de discursos de ódio.

Ainda na vice-presidência, em fevereiro, a magistrada foi responsável pela aprovação de uma série de resoluções que frearam o uso de inteligência artificial (IA) nas eleições e estabeleceram uma espécie de regulamentação das redes na disputa eleitoral ao colocar provedores de internet e redes sociais como co-responsáveis por crimes na internet quando não obedecerem ordens para remoção imediata de conteúdos.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.