Belo Horizonte
Itatiaia

Apesar de MP, caminhoneiros temem que Congresso não aprove piso do frete

Presidente da Federação Nacional dos Transportadores de Combustíveis, Irani Gomes, diz que há pressão contrária à medida

Por e 
A fachada do Congresso Nacional em Brasília
A fachada do Congresso Nacional em Brasília • Agência Brasil

Apesar da edição de uma medida provisória pelo governo federal para garantir o pagamento do piso mínimo do frete, caminhoneiros estão preocupados com a possibiliade de o Congresso Nacional não aprovar a medida. O texto precisa ser analisado por deputados e senadores em até 120 dias para não perder a validade.

A MP foi anunciada como uma resposta à pressão da categoria após a alta do diesel e da ameaça de uma nova paralisação nacional.

Em entrevista à Rádio Itatiaia nesta terça-feira (24), o presidente da Federação Nacional dos Transportadores de Combustíveis, Irani Gomes, afirmou que há pressão contrária à medida em Brasília. “Há um lobby sendo feito para não querer o piso mínimo do frete”, disse ele.

Segundo ele, a categoria também se mobiliza junto aos parlamentares para tentar garantir a aprovação do texto. “A categoria também está fazendo o papel dela, de correr atrás dos deputados”. “O que está acontecendo hoje no mercado é isso: estão pagando abaixo do custo”, criticou Gomes.

Mesmo com a medida em vigor, a categoria avalia que o risco de greve continua, principalmente se o Congresso não validar a proposta dentro do prazo. “Se deflagrar uma greve, é muito ruim para o país e para o governo”.

Além disso, os caminhoneiros aguardam a implementação de um sistema de fiscalização que deve impedir o transporte de cargas sem o cumprimento do piso. “Se não pagar o piso mínimo, não sai o documento. E a carga não pode circular", falou ele.

Por

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

Por

Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.