Ao menos 100 pessoas se uniram a Nikolas em caminhada até Brasília, diz assessoria
Ao lado de Nikolas, marcham os parlamentares Carlos Bolsonaro, filho do capitão reformado do Exército, Zucco, Pablo Almeida, Thiago Medina, Sargento Gonçalves e Carlos Jordy

Ao menos 100 pessoas se uniram ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL) na caminhada que partiu de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, rumo a Brasília, no Distrito Federal, em protesto contra as condenações dos envolvidos no 8 de Janeiro e contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao lado de Nikolas, marcham os parlamentares Carlos Bolsonaro, filho do capitão reformado do Exército, Zucco, Pablo Almeida, Thiago Medina, Sargento Gonçalves e Carlos Jordy. As informações, do segundo dia de romaria, foram informadas pela assessoria de imprensa de Nikolas Ferreira.
Nesta terça-feira (20), o grupo percorre o trecho de 38 quilômetros até a cidade de Cristalina, em Goiás. Eles começaram a caminhada por volta das 7h40 com previsão de chegada à cidade goiana entre 18h30 e 19h.
“Mesmo demonstrando cansaço físico, Nikolas afirmou que seguirá até o fim da jornada. No momento, restam aproximadamente 10 quilômetros para a conclusão do trajeto do dia. O grupo realizou uma parada em um restaurante à beira da estrada e conta com mantimentos para hidratação e alimentação durante todo o percurso”, informou a assessoria de imprensa.
Nikolas defende que o movimento é “um ato pacífico de protesto” contra “arbitrariedades que vêm ocorrendo no Brasil”. Dentre elas, estariam a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e a “situação jurídica” dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro. Também, o parlamentar critica o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Carta aberta
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) publicou, na noite de segunda-feira (19), uma “carta aberta ao povo do Brasil” explicando os motivos que o levaram a começar um percurso de 240 km entre Paracatu e Brasília.
No texto, o parlamentar nega que seu gesto seja de “vaidade” ou seja um “espetáculo” e alega ser um “ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade”. “Que cada brasileiro saiba: a liberdade não se pede de joelhos; defende-se de pé”, argumentou.
Ele defende que os presos do 8 de janeiro são submetidos a “desumanização” e processos “ilegais, parciais e arbitrários”.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.



