AMM estima que cerca de 30 prefeituras renovaram contratos com a Copasa
Os municípios terão até setembro para manifestar interesse em seguir contratando os serviços da companhia, que teve o processo de privatização finalizado na última

A Associação Mineira dos Municípios (AMM) estima que, até o momento, cerca de 30 prefeituras renovaram os contratos com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), oficialmente privatizada na última terça-feira (16).
Em entrevista à Itatiaia nesta quinta-feira (18), o presidente da AMM e prefeito do município de Iguatama, Lucas Vieira (PSB), afirmou que as cidades terão até o mês de setembro para manifestar interesse, ou não, em continuar contratando os serviços da companhia.
O prazo já havia sido formalizado pelo governo de Minas, na Bolsa de Valores (B3), após a cerimônia que oficializou a privatização.
Segundo o presidente da Associação Mineira dos Municípios, a Copasa teria sinalizado que a não manifestação também será entendida como interesse na renovação. "As cidades que não quiserem renovar terão a possibilidade de fazer a própria concessão dentro do município, individualmente", disse.
De acordo com ele, a AMM disponibilizou equipes técnicas que ficarão responsáveis por realizar um estudo financeiro sobre o aporte de investimentos para cada município interessado em buscar alternativas além da Copasa.
Baixa adesão
Para o presidente da AMM, a baixa adesão dos municípios demonstra que o "novo contrato não está tão vantajoso e atraente" para as prefeituras. Ele pondera, no entanto, que há pontos positivos.
"A nova empresa que assumiu os serviços vai precisar garantir os investimentos em todas as cidades que contrataram o serviço para assegurar a universalização do abastecimento de água e esgoto até 2033. Trata-se de um investimento de valor muito alto para os municípios arcarem sozinhos, sobretudo aqueles que, em sua grande maioria, possuem menos de 20 mil habitantes", explicou.
Formalização da privatização
O Grupo Equatorial foi oficializado como novo investidor de referência da Copasa, após adquirir uma fatia correspondente a 30% do volume de pouco mais de 50% das ações que pertenciam ao governo de Minas.
A proposta apresentada pela empresa foi de R$ 49,03 por ação, totalizando R$ 5,59 bilhões pela totalidade das ações da chamada alocação prioritária.
Encerrada a operação financeira, a companhia passa agora a focar no cumprimento das metas previstas no Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que estabelece a universalização dos serviços de água e esgoto em todo o país até o fim de 2033.
A AMM vai continuar fiscalizando de perto e mantendo o diálogo com os municípios e com a Copasa, disponibilizando nossa equipe técnica para orientar e munir os prefeitos com todas as informações necessárias.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



