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Aeroporto Carlos Prates: prefeito diz que havia um plano de invasão de cerca de 300 pessoas no local 

Segundo prefeito, PBH foi informada de um plano de invasão e ocupação do Aeroporto Carlos Prates entre a noite do dia 31 e a manhã do dia 1º de abril 

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Prefeito Fuad Noman afirmou que havia um plano de invasão ao aeroporto Carlos Prates na madrugada do dia 1º de abril
Prefeito Fuad Noman afirmou que havia um plano de invasão ao aeroporto Carlos Prates na madrugada do dia 1º de abril • Infraero/Divulgação

O prefeito Fuad Noman (PSD) afirmou aos vereadores de Belo Horizonte nesta segunda-feira (3) que foi informado de um plano de invasão ao Aeroporto do Carlos Prates horas depois da desativação. 

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“Havia uma ameaça de que 300 pessoas já estavam preparadas para invadir o aeroporto, com barracas e caminhões, na noite do dia 31 para o dia 1º, por isso a guarda foi deslocada. Graças a Deus não aconteceu nada”, disse o prefeito. 

O dia 31 foi o último dia em que a Infraero manteve o aeroporto em funcionamento, a partir do dia 1º o aeroporto foi desativado.

Durante sessão extraordinária na Câmara, quando o prefeito Fuad Noman apresentou o balanço da gestão municipal referente ao ano de 2022, ele foi questionado sobre o fechamento do aeroporto e sobre os planos para o local. 

“Vossa excelência interferiu no fechamento do aeroporto? Sua proposta de criar um bairro, tem por parte da prefeitura como vai ser a questão da mobilidade na região?”, questionou o vereador Ciro Pereira (PTB). 

Projeto em discussão

O prefeito afirmou que até o ano passado era contra a instalação de um empreendimento imobiliário no local, mas que, com o novo governo federal, houve a abertura para que a prefeitura buscasse uma opção para o local. 

“Por que eu mudei de opinião? O governo passado decidiu privatizar a área do aeroporto. A oferta inicial era de R$ 300 milhões pelo terreno. Quem pagar R$ 300 milhões vai ter que investir alto e ter um retorno alto. Seria completamente descaracterizado em cima do plano diretor. Se for para privatizar e fazer um empreendimento fora dos padrões, a prefeitura não vai aceitar. O governo mudou, estive em Brasília, eles disseram que não sabiam o que fazer com o aeroporto, mas pediram para que a prefeitura fizesse a segurança lá para não ter invasão. Fiz um esboço, uma área para indústria, um parque, equipamentos públicos e moradias populares. Se for fechar, me dá o terreno que eu quero”, explicou Fuad. 

“Eu não pedi para fechar ou para abrir. Não me competia, compete ao governo federal. O que eu fiz foi defender os interesses de Belo Horizonte. Segunda-feira que vem vamos fazer uma visita lá, o arquiteto Gustavo Pena, vai fazer um estudo, sem custo nenhum, desenvolver uma ideia de fazer um parque grande. Depois desse estudo, vamos analisar e ver o que fazer. Não é uma obra para agora, moradia e demais benefícios precisa de projeto, empréstimos”, afirmou o prefeito.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.