Advogado suspeito de ligação com o PCC é impedido de atuar na área criminal, mas STJ nega suspensão da profissão
Ministro do STJ reformou decisão da segunda instância que havia proibido advogado de exercer a profissão

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que um advogado suspeito de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) não poderá atuar na área criminal — mas liberou sua atuação profissional em outras áreas do Direito. A decisão é da Sexta Turma do órgão, que reformou uma sentença do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) que havia impedido totalmente o exercício profissional do advogado.
Uma investigação apontou que advogados que atuam no estado da região Norte estariam utilizando suas prerrogativas profissionais para beneficiar o PCC. Um deles teria assinado 16 petições para presos e recebido pagamentos por meio da organização criminosa. Entre janeiro e setembro de 2020 ele teria recebido, por meio da conta de sua mãe, R$ 80 mil.
Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.



