Advocacia do Senado autoriza CPMI do 8 de janeiro a oferecer acordo de delação premiada à Mauro Cid, mas com uma condição; saiba qual
Segundo o órgão do legislativo, o Ministério Publico precisa fazer parte da negociação

A Advocacia do Senado Federal, a pedido da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), relatora da CPMI do 8 de Janeiro, emitiu parecer sobre uma possível colaboração premiada de Mauro Cid dentro da Comissão Parlamentar de Inquérito. O órgão do legislativo deu aval, mas estabeleceu como condição que o Ministério Público Federal faça parte das negociações para o depoimento.
No instituto da colaboração premiada, ressalta o documento de 49 páginas, "o agente fará jus ao prêmio por sua colaboração apenas quando admitir sua participação no delito e fornecer informações eficazes à descoberta de fatos de que o Estado não detinha conhecimento prévio, permitindo (digamos) a identificação dos demais coautores, a localização do produto do crime, a descoberta de toda a trama delituosa ou a facilitação da libertação do sequestrado, dentre outros aspectos relevantes à persecução penal. Se houver apenas a confissão de fatos já conhecidos, reforçando as provas preexistentes, poderá resultar apenas no reconhecimento judicial quanto atenuante da confissão".
Vale lembrar que o ex-ajudante de ordem de Jair Bolsonaro (PL), investigado por suspeita de falsificação de vacina e de venda ilegal de jóias do Estado, esteve na sede da Polícia Federal, em Brasília, para prestar depoimentos na última sexta-feira (25) e ontem (28). Ele permaneceu na sede da PF por 6 e 10 horas, respectivamente. No entanto, ainda não há confirmação se já houve acordo de delação premiada entre a autoridade policial, a defesa de Cid e o Ministério Público. Caso já tenha sido realizado um acordo, a negociação no âmbito da CPMI, que é questionada por juristas, pode ser dispensável.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



