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Abin paralela: computador do assessor de Bolsonaro é apreendido pela PF, afirma Eduardo

Eduardo Bolsonaro revelou que a Polícia Federal recolheu o computador do assessor de Jair Bolsonaro e classificou a operação como ‘ilegal e imoral’

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O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) • Zeca Ribeiro | Câmara dos Deputados

O filho 03 de Jair Bolsonaro (PL), deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), criticou a operação da Polícia Federal (PF) contra o irmão Carlos Bolsonaro em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (29), e afirmou que os agentes recolheram o computador e o tablet do assessor do ex-presidente, Tércio Arnaud Tomaz. “Foi apreendido o material de Tércio, mesmo sem que ele fosse alvo do mandado. Um abuso! O laptop e o tablet continham o nome de Tércio na tela de início e ele desbloqueou os aparelhos diante dos policiais federais. Não adiantou”, publicou no X.

Investigação da Polícia Federal mira Abin paralela

A operação da Polícia Federal (PF) contra o vereador Carlos Bolsonaro nesta segunda-feira (29) ocorre no âmbito da investigação sobre a Abin paralela. O inquérito instalado pela corporação analisa o uso de um programa espião da Agência Brasileira de Investigação (Abin) para espionar ilegalmente autoridades, jornalistas e adversários políticos de Jair Bolsonaro (PL), à época presidente da República. Segundo relatórios preliminares da Polícia Federal, servidores da agência monitoraram milhares de pessoas durante a gestão de Alexandre Ramagem — hoje deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro — na direção da Abin.

O uso da máquina pública para atender interesses pessoais através da Abin paralela teria ocorrido em conluio com o vereador e filho de Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro. Ele é apontado como parte do núcleo político da Abin paralela. Outro alvo recente da PF no âmbito dessa investigação foi Alexandre Ramagem, que sofreu busca e apreensão na quinta-feira passada (25). Na data, surgiram outros detalhes sobre a atuação dessa agência paralela: segundo relatório da PF, a Abin teria sido usada para municiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o caçula do ex-presidente, Jair Renan Bolsonaro, com informações para tirá-los da mira de investigações.

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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.