Saiba como a IA pode ajudar tutores a encontrarem pets desaparecidos
Ferramentas que cruzam imagens e dados ampliam chances de reencontro e começam a ganhar espaço no país

Perder um animal de estimação ainda é uma das situações mais angustiantes para os tutores. No Brasil, no entanto, ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA) estão começando a mudar esse cenário ao usar reconhecimento de imagem e cruzamento de dados para ajudar na busca por pets desaparecidos.
Plataformas digitais já conseguem comparar fotos enviadas por tutores com imagens publicadas em redes sociais, bancos de dados e registros de animais encontrados. Esse cruzamento de dados é que permite o ‘match’ entre os tutores e seus respectivos animais.
A principal vantagem da IA é a capacidade de identificar características específicas dos animais, como manchas, formato do rosto e padrão da pelagem, mesmo quando o pet está sujo ou com aparência alterada.
Segundo especialistas, isso torna a busca mais eficiente do que métodos tradicionais isolados. “Plataformas que cruzam imagens de animais com bancos de dados de abrigos e redes sociais ampliam as chances de reencontro mesmo após mudanças na aparência”, analisa os responsáveis pela plataforma Pet Digital.
Ferramenta complementa estratégias
Apesar do avanço tecnológico, especialistas reforçam que a IA deve ser usada em conjunto com outras medidas, como divulgação em redes sociais, uso de coleiras com identificação e microchipagem.
“A microchipagem é uma das formas mais seguras de identificação animal e aumenta significativamente as chances de um pet perdido voltar para casa”, orienta o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).
De acordo com a instituição, o uso da inteligência artificial na busca por pets acompanha a expansão do setor pet e da tecnologia no país. Novas plataformas vêm sendo desenvolvidas para conectar tutores, clínicas veterinárias e protetores independentes.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.



