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Polêmica? Porto de Natal avança com plano para exportar animais vivos

Projeto para transformar o local em novo polo desse tipo de exportação gera expectativa no setor produtivo e críticas de defensores da causa animal

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O Porto de Natal, no Rio Grande do Norte

O Porto de Natal poderá se tornar um novo ponto de exportação de animais vivos no Brasil. A proposta, que vem sendo preparada no Rio Grande do Norte, já mobiliza representantes do agronegócio, autoridades e entidades de proteção animal, reacendendo um debate que envolve desenvolvimento econômico, geração de empregos e preocupações com o bem-estar dos animais. No mês passado, o local recebeu autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para operações dessa natureza.

A iniciativa busca ampliar as atividades do terminal portuário, criando uma nova alternativa logística para produtores rurais do estado e de outras regiões do Nordeste. Caso seja implantada, a operação permitirá o embarque de animais destinados principalmente a mercados internacionais que compram bovinos vivos.

Conforme destaca o site de notícias G1, os defensores do projeto afirmam que a medida pode fortalecer a economia regional, aumentar a competitividade do setor pecuário e abrir novas oportunidades de negócios. Além disso, argumentam que a localização estratégica do Porto de Natal pode reduzir custos logísticos e facilitar o acesso aos compradores estrangeiros.

Por outro lado, ainda segundo a publicação, a proposta enfrenta forte resistência de organizações ligadas à proteção animal. Os críticos questionam as condições enfrentadas pelos animais durante o transporte terrestre e marítimo, especialmente em viagens de longa duração. Para essas entidades, a exportação de animais vivos levanta preocupações relacionadas ao sofrimento, ao estresse e às condições de bem-estar durante todo o processo de embarque e deslocamento.

Regulamentação

A exportação de animais vivos é uma atividade regulamentada no Brasil pelo Mapa, que estabelece exigências sanitárias e procedimentos para o transporte. Antes do embarque, os animais passam por estabelecimentos de pré-embarque, onde são submetidos a inspeções e ao cumprimento dos protocolos exigidos pelos países importadores.

Embora represente uma parcela pequena em comparação com as exportações brasileiras de carne bovina, esse mercado movimenta milhões de reais e atende principalmente países do Oriente Médio e outras regiões que preferem importar os animais vivos para o abate em seus próprios territórios.

A discussão também acontece em outras partes do Brasil. Portos como os de Vila do Conde, no Pará, São Sebastião, em São Paulo, Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e Imbituba, em Santa Catarina, já realizaram operações desse tipo e foram palco de manifestações de grupos favoráveis e contrários à atividade. Em alguns casos, a exportação chegou a ser alvo de disputas judiciais envolvendo órgãos públicos, entidades do agronegócio e organizações de proteção animal.

Ainda segundo o G1, no Rio Grande do Norte, o avanço do projeto ainda depende do cumprimento de requisitos técnicos, sanitários e operacionais.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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