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O check-up urinário regular é uma das formas de proteger a saúde do gato

A saúde urinária do gato depende de três fatores: hidratação, controle de peso e check-ups regulares; ignorar sinais pode levar a quadros de insuficiência renal aguda

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A principal vilã é a Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos (DTUIF), um termo guarda-chuva que abrange desde cistites idiopáticas até cálculos renais e obstruções uretrais • Imagem Ilustrativa/Freepik

As patologias renais e urinárias estão entre as principais causas de atendimento clínico em felinos no Brasil, segundo a Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). Identificar os sinais silenciosos antes que o quadro se torne uma emergência é o que pode garantir a longevidade de um gato, que pode ultrapassar os 15 anos com cuidados adequados.

A principal vilã é a Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos (DTUIF), um termo guarda-chuva que abrange desde cistites idiopáticas até cálculos renais e obstruções uretrais.

Sensibilidade e fatores de risco

De acordo com a Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (Afbel), o sistema urinário dos gatos é sensível ao estresse e à baixa ingestão de água, uma herança genética dos ancestrais desérticos que concentram muito a urina. No clima tropical brasileiro, a desidratação é um fator agravante.

Documentos oficiais de bem-estar animal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destacam que mudanças comportamentais são os primeiros indicadores de problemas de saúde em pets. Se o animal passa mais tempo agachado na bandeja ou se lambe excessivamente a região genital, o sinal de alerta dos tutores deve ser ligado imediatamente.

O check-up preventivo, feito anualmente ou semestralmente para gatos idosos, deve incluir urinálise e ultrassonografia abdominal. O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) ressalta que o diagnóstico precoce de cálculos ou cristais evita procedimentos cirúrgicos complexos e dolorosos.

A Itatiaia destaca alguns sinais de alerta que podem indicar a necessidade de um check-up imediato:

  • Esforço ou dificuldade visível para urinar, muitas vezes acompanhado de vocalização (miados de dor).
  • Presença de sangue na urina, que pode ser detectada pela coloração rosada na areia ou em tapetes sanitários.
  • Urinar em locais incomuns, como camas, sofás ou tapetes, sinalizando desconforto com a caixa de areia.
  • Aumento excessivo (poliúria) ou redução drástica (oligúria) na produção de urina diária.
  • Lambedura insistente na região peniana ou vulvar, indicando irritação ou obstrução parcial.
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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.